Terça-Feira, 07 de Maio de 2019, 14h:40

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Mudanças tornam investimento ainda mais atrativo

Por: REDAÇÃO

Se investir no Tesouro Direto já se mostrava a melhor opção para quem busca um investimento seguro, acessível e prático, agora a modalidade tornou-se ainda mais atrativa. Com as recentes mudanças de redução do spread e queda da taxa de custódia, o investimento ficou mais rentável.

O Tesouro Direto é um programa de compra e venda de títulos públicos. Na prática, quem investe está “emprestando” dinheiro para o Governo e, dentro de um determinado prazo, receberá o valor de volta acrescido dos juros compostos, que são a rentabilidade.

Em abril de 2019, foi anunciada uma importante alteração nas regras de remuneração de um desses títulos, o Tesouro Selic (LFT). O spread, que consiste na diferença entre a taxa de investimento e a taxa de resgate dos bancos, reduziu de 0,04% para 0,01% ao ano.

Desta forma, o investidor tem a garantia de que o Tesouro Selic sempre irá render mais do que a caderneta de poupança. Com o percentual anterior, quem resgatasse o título até seis meses após a compra e antes do vencimento poderia ganhar menos do que com a aplicação do dinheiro na poupança e o resgate nas “datas de aniversário”.

Em nota oficial, o programa do Governo informou que “essa alteração é parte do contínuo processo de aprimoramentos no Tesouro Direto e terá como resultado a redução dos custos de aplicação para o investidor e, consequentemente, o aumento de sua rentabilidade líquida”.

Divulgação

dinheiro tesouro

O texto esclarece, ainda, que “o spread justifica-se pela necessidade de evitar que as oscilações dos preços praticados no mercado secundário, que servem de referência para o Tesouro Direto, resultem em perdas para o investidor ou para o Tesouro Nacional”.

Por fim, o comunicado explica que a mudança dá flexibilidade aos investidores que precisam resgatar o valor antes do prazo de vencimento. “A redução do spread potencializa o impacto positivo da rentabilidade do Tesouro Selic.”

Vale lembrar que as corretoras de valores não trabalham com o spread e cobram apenas a Taxa de custódia para investir no Tesouro Direto. Isso faz com que a aplicação no Tesouro por meio dessas intermediárias seja mais vantajoso.

Taxa de Custódia

Em dezembro de 2018, o Tesouro Nacional anunciou outra mudança com a proposta de tornar os títulos públicos mais rentáveis: a queda na taxa de custódia, que passou de 0,30% para 0,25% ao ano. A medida está em vigor desde o dia 1º de janeiro de 2019.

De acordo com a nota oficial emitida pelo Tesouro Nacional, a redução da taxa foi resultado de um processo contínuo de análise dos custos de manutenção e aprimoramento do programa.

O texto informa que como a taxa é aplicada sobre o montante total investido e o estoque do programa estava, em dezembro do ano passado,  em R$ 53,2 bilhões, a diminuição da taxa de custódia representaria uma economia somada, de aproximadamente, R$ 26 milhões por ano para mais de 750 mil investidores ativos do Tesouro Direto.

Outras vantagens

Por contarem com a garantia do Tesouro Nacional, os títulos públicos são a opção mais segura de investimento disponível no mercado. Além disso, também são muito acessíveis, visto que é possível começar a investir com apenas R$ 30.  Outro aspecto positivo é que a liquidez, que pode ser diária.

Investir em Tesouro Direto também é uma boa oportunidade de obter retorno financeiro. Os papéis variam conforme a rentabilidade e, basicamente, existem três diferentes categorias: os indexados ao Índice de Preço ao Consumidor (IPCA), à Selic  e os prefixados.

Na primeira categoria, o investidor recebe  como rendimento um percentual fixo mais o IPCA. Na segunda, a remuneração consiste no percentual da Taxa Selic, atualmente fixada em 6,5%. Já a última categoria paga um percentual pré-acordado que pode chegar a 11% ao ano.

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