Em uma publicação no Facebook neste sábado, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, descreveu o ataque comercial dos EUA como "não provocado e injustificado". "Agora é a hora de os EUA pararem de fazer as coisas erradas e resolverem as diferenças com os parceiros comerciais por meio de consultas equitativas", escreveu Guo. Ele publicou uma imagem retratando a queda acentuada nos mercados dos EUA junto à sua postagem.
Os Estados Unidos impuseram uma nova tarifa de 34% sobre os produtos importados chineses, elevando o imposto médio total sobre as importações chinesas para cerca de 70%, de acordo com economistas.
Ontem, a China anunciou uma série de ações retaliatórias aos Estados Unidos. As medidas incluem tarifa recíproca de 34% sobre os produtos americanos importados, controles de exportação a sete categorias de itens relacionados a terras raras e a inclusão de 11 empresas dos EUA à "lista de entidades não confiáveis".
Um editorial deste sábado do Global Times, tabloide apoiado pelo Partido Comunista, disse que, diante das pressões tarifárias dos EUA, a China se tornou "ainda mais confiante, tanto em termos de sua estrutura econômica quanto de seu posicionamento internacional".
As novas restrições de exportações de metais de terras raras pela China podem ser usadas também contra o Japão, aliado dos Estados Unidos. O país é o segundo maior fabricante mundial de ímãs a partir de metais de terras raras, como o disprósio, atrás apenas da China. Os metais de terras raras são utilizados sobretudo na fabricação de sistemas de defesa antimísseis, submarinos de ataque e jatos F-35. As novas medidas exigem que exportadores chineses de metais de determinadas terras raras cruciais solicitem permissão ao governo chinês, dando a Pequim a capacidade de atrasar ou bloquear as vendas.
(Com Agência Estado)
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