Terça-Feira, 25 de Junho de 2019, 20h:23

Tamanho do texto A - A+

Bolsas de NY fecham em queda com dirigentes do Fed e tensões entre EUA e Irã

Por: CONTEÚDO ESTADÃO

Os principais índices acionários de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 25, reagindo a falas de dois dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell e James Bullard, e às tensões entre os Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,67%, aos 26.548,22 pontos. Já o S&P 500 recuou 0,95%, para 2.917,38 pontos, e o Nasdaq, 1,51%, para 7.884,72 pontos.

Durante a tarde, o presidente da distrital do Fed de Saint Louis, James Bullard, declarou que um corte de 50 pontos-base na taxa de juros americana já na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), marcada para 31 de julho, seria um "exagero".

Já o presidente do Fed, Jerome Powell, ressaltou que argumentos para um afrouxamento monetário se fortaleceram no país, mas ponderou que o banco central não deve reagir a dados pontuais ou a oscilações da confiança do mercado.

Frente às falas dos dirigentes, as apostas de cortes nas taxas de juros se alteraram: subiram, de 57,4% para 70,8%, os contratos monitorados pelo CME Group que creem em um corte de 25 pontos-base já na reunião de política monetária de julho, enquanto os que apostam em um corte de 50 pontos-base recuaram de 42,6% para 29,2%. Com os sinais de que o afrouxamento monetário pode não ser tão grande quanto se esperava, as baixas nas bolsas de Wall Street foram aceleradas. Elas já eram observadas desde o início do pregão, mas em nível muito menos intenso.

Exerciam também alguma pressão sobre os mercados acionários nova-iorquinos as tensões entre americanos e iranianos, que se aprofundaram depois que Trump anunciou no Twitter que um ataque do país persa a "qualquer coisa americana será respondido com grande e esmagadora força". Em resposta, Teerã insinuou um "fechamento permanente" da diplomacia com Washington. Houve influência, também, da divulgação do índice de confiança do consumidor americano, que atingiu o menor nível desde setembro de 2017.

Investidores acompanham, ainda, as perspectivas para a reunião entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, marcada para o fim desta semana, no encontro G20, que acontecerá no Japão.

O subíndice de tecnologia do S&P 500 foi o que mais recuou, caindo 1,84% no pregão de hoje. Só a Microsoft se depreciou 3,16%, desde que analistas da Jefferies divulgaram que as ações da empresa de tecnologia iriam cair significativamente por conta de grandes altas ao longo do ano.

(Com Agência Estado)

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei







Mais Comentadas