Sábado, 12 de Outubro de 2019, 08h:00

Tamanho do texto A - A+

“Quando a conheci, já sabia que era minha filha”, diz mãe de adoção tardia

Por: KHAYO RIBEIRO

A experiência da maternidade é vivida de forma muito particular por cada mulher. Ao HNT/HiperNotícias, a servidora pública e mãe de primeira viagem Denyse de Avila Cuba, 47 anos, contou sua experiência no mundo da adoção e fez questão de frisar o contato inicial que teve com sua filha adotiva: “No dia que fui conhecê-la, já sabia que era minha filha”.

Divulgação

Denyse criança adotada

 Denyse ao lado de sua filha e seu marido

A jornada no universo da adoção começou há cinco anos, quando Denyse e se marido, Carli Pedro Gomes Moura, decidiram que seria o momento de aumentar a família. Em 2014, os dois reuniram todas as informações sobre o processo e deram entrada nos procedimentos iniciais.

Denyse e seu marido iniciaram então um curso especial oferecido às pessoas que pleiteiam aumentar a família. Durante as aulas, o desejo inicial por um bebê foi minando, enquanto os pretensos pais, à época, foram mudando a mentalidade sobre adoção e passaram a querer uma criança mais velha.

“As pessoas não querem crianças mais velhas, elas acham que as crianças vêm com manias e mais personalidade. Não tem diferença, é você que tem de lidar com a situação. A gente foi entrar em contato com esse pensamento com o curso”, relembra a servidora pública.

Apesar do desejo de adotar uma criança mais velha, que geralmente são preteridas nos processos de adoção, o casal só foi ter um vislumbre da possiblidade de aumentar a família em dezembro de 2018.

Passados quatro anos desde o início da procura, a família vibrou quando recebeu a informação de que havia uma criança dentro do perfil disponível para adoção.

Prontamente, o casal superou os quase 500 km que separam Cuiabá de Alto Taquari para encontrar a filha Emilly Valentina de Ávila Cuba Moura, de 8 anos.

“Quando a gente saiu de Cuiabá, conversamos antes sobre o que estávamos fazendo. A gente combinou que estariamos indo lá para buscar nossa filha e não para conhecer, porque ela não é uma mercadoria. A gente não ficaria escolhendo”, se emocionou Denyse.

À reportagem, ela refletiu sobre um dos detalhes que traduz parte da dureza das filas de adoção. Antes de ser adotada pela servidora pública, a criança já havia sido visitada por outras 40 famílias.

Saltando do passado para o presente, a mãe conta que a aproximação do primeiro Dia das Crianças com a filha traz à tona uma sequência de novos sentimentos.

“Hoje é o Dia das Crianças na escola. Ela não sabia como é que funcionava, eu disse para ela ir e que seria como estar brincando no shopping, só que na escola. Amanhã, vai ser o dia dela, vamos para casa dos avós e passaremos todos juntos. Vai ser muito especial”, apontou ansiosa Denyse.

Avalie esta matéria: Gostei +1 | Não gostei







Mais Comentadas