Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 16h:25

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Pesquisadores da UFMT desenvolvem produto capaz de eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti

Por: REDAÇÃO

Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) solicitaram junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de patente do produto desenvolvido de combate ao Aedes aegypti. A substância consiste em moléculas e compostos de microrganismos que, quando diluída em água, é capaz de eliminar o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya durante a sua fase larval.

Imagem da Internet

larvas da dengue

O resultado do projeto acadêmico mata 100% das larvas do inseto em poucos minutos e é eficiente em baixa concentração, mantendo sua atividade larvicida por até 30 dias. O produto é ecologicamente amigável, ou seja, atinge apenas os organismos desejados. Além disso, pode ser utilizado tanto em ambientes já contaminados, quanto para a prevenção.

A substância foi produzida a partir da tese de doutorado da estudante Janaina Rosa de Souza, juntamente com o professor do Instituto de Biociências (IB), Marcos Antônio Soares. O projeto teve a parceria do professor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET), Lucas Corsino, e do estudante de pós-graduação Bruno Zanolo, responsáveis por ceder as substâncias necessárias para os testes.

De acordo com o professor Marcos Antônio Soares, a UFMT tem em mãos uma ferramenta importante para ser inserida na cadeia de controle ao Aedes aegypti. “Com este produto, é possível eliminar a fase larval de um inseto causador de diferentes doenças”, afirmou.

O produto é eficiente pois atinge o mosquito durante a sua forma mais sensível, porém, o controle da população não é eficaz com apenas um mecanismo de combate. “Nós desenvolvemos uma ferramenta extremamente eficiente para ser utilizada simultaneamente com outros métodos. É importante que tenhamos um controle para eliminar a fase adulta do inseto e que cada um dos cidadãos faça a sua parte”, disse o professor Marcos Soares.

Conforme a pesquisadora Janaina Rosa de Souza, o interesse em criar uma substância que controle a população do mosquito surgiu a partir do princípio de eliminar um inseto vetor de três doenças infecciosas, sendo capaz de gerar um impacto direto na melhoria da saúde pública. “A ferramenta foi desenvolvida pelo elevado número de casos de doenças causadas pelo vetor, tanto em nível estadual como nacional. Deste modo, resolvemos buscar novos compostos e moléculas que fossem eficientes como larvicidas para controlar o crescimento destes insetos”, afirmou.

No Brasil, os casos de dengue cresceram 339% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. O primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação (LIRAa) de 2019 indica que 994 municípios podem ter surto de dengue, zika e chikungunya. Em Mato Grosso, a capital Cuiabá e as demais cidades estão em um nível de infestação considerado de risco.

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