Quarta-Feira, 19 de Setembro de 2018, 16h:17

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Palestra aborda prevenção do suicídio e alerta para comportamento

Por: WILLIAN BELTER

O mês de setembro, eleito pela Organização Mundial da Saúde, como o mês de prevenção ao suicídio, traz para o cenário da saúde a importância de dialogar sobre o tema. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

palestra de suicidio unimed

Com o assunto, Comportamento Suicida: Conhecer para prevenir, o renomado, psiquiatra e professor da faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (Unicamp) Neury José Botega dialogou com a sociedade na noite de terça-feira (18) em Cuiabá. 

 

 “Esse mês de setembro foi definido pela organização Mundial da Saúde como o mês que nós vamos falar mais sobre o assunto, que a gente concentra esforços em Setembro, mas, de fato, o suicídio ocorre o ano inteiro”, declarou Neury.

 

De acordo com psiquiatra a prevenção do suicídio é muito importante, porque até a pouco tempo não se comentava sobre o assunto abertamente em palestras como a que ele realiza.

 

 

Não falar sobre o assunto é um erro, afirma o palestrante. “Aquilo que a gente não conversa, a impressão que as pessoas podem ter, é que não é tão importante, o impacto não é tão grande, mas, na realidade o impacto do suicídio e muito grande, não só por causa de uma morte individual ou a dor que causa nas pessoas, a dor de quem também se matou, mas também porque o impacto na sociedade é muito grande.”

 

O evento voltado para psicólogos, psiquiatras e demais profissionais da área de saúde, além de interessados no assunto, é uma iniciativa do viver bem, núcleo de saúde preventiva da cooperativa, por meio do programa mente saudável, que visa oferecer informação qualificada e tratamento adequado á beneficiários que possuem algum tipo de distúrbio ou transtorno mental.

 

O palestrante chamou atenção para os números alarmantes de suicídios no Brasil, cerca de 32 pessoas tiram as próprias vidas por dia, de acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde, em 2016 foram registrados 11.433 mil suicídios, mas, 10 mil receberam o atestado de óbito com intenções determinada, como causa da morte.

 

“No Brasil, os número de suicídio continuam a crescer, ao contrário de uma tendência mundial, em que muitos países conseguiram diminuir as taxas, no Brasil as taxas aumentam e cada vez mais entre os jovens do sexo masculino. Então é muito importante a gente ter um evento como essa para divulgar a ideia que precisamos conversar sobre esse problema que afeta nossa sociedade.”

 

Uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde na cidade de Campinas (SP) mostra que, ao longo da vida, cerca 100 habitantes da cidade pensam em por fim a vida, três tentam e um executa o plano. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

lucas alvares

 Médico Psiquiatra Lucas Alvarez

O médico psiquiatra Lucas Alvarez, que atende diariamente pacientes com quadros depressivos no ambulatório da policlínica do Planalto, é uma das centenas de pessoas que lotaram o auditório do Hotel Gran Odara- Buffet Ágora.

 

De acordo com Alvarez, o suicídio é uma das causas evitáveis mais importantes que a gente tem hoje em dia principalmente em jovens e adultos e em crianças.

 

“Se falam em 98% dos pacientes, que tem pensamentos de suicídio e tentam ou que cometem suicídio, têm transtorno psiquiátrico, então a forma mais interessante da gente evitar o suicídio são tratando os transtornos psiquiátricos. A família tem que observar qualquer tipo de desvio de comportamento, de pensamento que o paciente vem apresentando e qualquer sintoma que traga algo que pareça com o transtorno mental, quadro depressivo, quadro de uso substâncias química”, explicou o médico.

 

Outro aspecto importante abordado na palestra é o cuidado que a imprensa deve ter ao noticiar um caso de suicídio, mas não deixar de dar a notícia. Lamentavelmente, no momento em que o tema discutido era prevenção ao suicídio foi noticiado o suicídio de um Policial Federal, que apresentava quadro depressivo e por esse motivo entrou para a estatística da Organização Mundial da Saúde.

 

Entre outros assuntos abordados, o palestrante destacou que a família tem um papel fundamental no tratamento do paciente para que ele evite comportamentos suicida, tentativa ou comportamento para suicida ou até mesmo outros tipos de comportamentos de auto mutilações que chamam atenção para o risco de suicídio.

 

O evento encerrou com o lançamento do livro: “A tristeza transforma, a depressão paralisa”.

Credito: Alan Cosme/HiperNoticias
Credito: Alan Cosme/HiperNoticias
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Credito: Alan Cosme/HiperNoticias
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