Sábado, 20 de Abril de 2019, 12h:00

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Fundador de Coletivo Artístico Gay de MT concorrerá à vaga no Conselho Estadual de Cultura

Por: KHAYO RIBEIRO

Um dos fundadores do Coletivo Artístico Gay de Mato Grosso (CAGAY-MT), Elton Martins da Silva, 26 anos, concorrerá à vaga de representante de audiovisual, do Conselho Estadual de Cultura. “Buscar meios de fomentar a produção dos coletivos pequenos que sempre abordam temas das minorias como LGBTs, negros, indígenas e sem apoio algum”, é um dos objetivos do produtor. A eleição, que decidirá o mandato de 2019 a julho de 2021, será realizada no dia seis de junho.

Divulgação

Coletivo Cagay

 Coletivo Cagay

“A ideia é fortalecer ainda mais a cultura mato-grossense e, claro, cobrar e buscar os recursos para o audiovisual no Estado, prezando sempre as produções locais com artistas e produtoras que utilizem mão de obra local”, aponta Martins.

Com formação de ator pela MT Escola de Teatro, o realizador cultural conta que a decisão por concorrer à vaga veio depois de uma sugestão de amigos das artes - que apontaram que Martins poderia fomentar de forma mais incisiva o audiovisual regional caso ocupasse uma cadeira no Conselho.  

As vagas disponíveis estão separadas por segmentos e territórios culturais. Ao todo, são 19 distribuídas da seguinte forma: Artes Visuais (01), Artes Cênicas (02), Audiovisual (02), Música (02), Cultura Tradicional e Étnico-cultural (01), Rede Pontos de Cultura (01), Humanidades (01), Território Cultural Teles Pires (02), Território Juruena (02), Território Cuiabá (02), Território Cultural Araguaia (01), Território Cultural Paraguai-Guaporé (01) e Território Vermelho (01).

Produções do Cagay

Depois de uma conversa entre amigos, o coletivo estreou em 2015 inspirado na iniciativa do Coletivo Audiovisual Itinerante de Séries (Cais). Na época, as produções do projeto geraram uma repercussão muito grande por parte do público, tanto positiva quanto negativa.

“Gravamos quase uma série inteira e postamos nas redes sociais. Muitas pessoas gostaram. Em uma semana, atingimos mil seguidores. Contudo, na mesma medida, os homofóbicos começaram a fazer ameaças. Diante das ameaças, o coletivo se enfraqueceu”, relembra o ator.

O projeto só foi retomado em 2018. Hoje, com um ano de retorno, o Cagay já produziu séries, trabalhou com questões de perigo virtual, participou de executou até uma produção de terror “trash”. As produções podem ser apreciadas no canal do coletivo no YouTube, aqui.

Quando questionado sobre a receptividade do público depois do retorno, o produtor aponta que: “Acho que incomodaremos para sempre. Isso se reflete até no nome, Cagay-MT. Estamos literalmente pouco nos importando com qualquer repercussão negativa, o objetivo é produzir bem”.

Para 2019, Martins acredita que o projeto se consolidará e fechará novas parcerias.

Uma iniciativa coletiva

Além de Elton Martins, participaram também da formação do grupo Paulo Henrique Schorr e Samantha Alves. As parcerias artísticas contaram com a presença de André D’Lucca, Daniele Souziel, Eloá Pimenta, Ana de Melo, Karola Nunes, Sarah Mitch, Welington Bere, Ana Rafaela, Nader Assaf, Ana e Jefe, Selma light, Rosa Choque banda e Mr John.

O Cine Teatro Cuiabá, Cristy Clothing e AA Eventos compõem o grupo de apoiadores da iniciativa.

Credito: Divulgação
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