Quarta-Feira, 11 de Setembro de 2019, 11h:46

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Funcionários dos Correios entram em greve por reajuste salarial

Por: KHAYO RIBEIRO

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve nesta quarta-feira (11) em decorrência do não cumprimento do acordo coletivo da categoria por parte da empresa de serviços postais do Brasil. Além de garantir a manutenção dos direitos dos funcionários, o acordo coletivo determina o reajuste salarial da classe.

Divulgação

Correios


Ao HNT/HiperNotícias, o membro da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect), Alexandre Aragão, apontou que a greve em Mato Grosso segue o calendário nacional do sindicato.

“A empresa abandonou as negociações. No dia 1º de agosto venceu o período do novo acordo coletivo, mas até agora não teve o cumprimento das medidas. O salário não foi ajustado nem com a correção da inflação”, apontou Alexandre.

Sem abertura de novos concursos desde 2011, o sindicato aponta que ainda não há tempo determinado para o fim da greve. 

Privatização

Em agosto deste ano, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou a abertura de um estudo para privatizar a estatal de telégrafos assim como outras oito empresas brasileiras.

À reportagem, Alexandre apontou que o calendário de greve dos Correios também é em decorrência da ameaça de privatização.

O membro da diretoria do Sintect aponta que, desde janeiro, os trabalhadores têm tentado mobilizar a classe política em torno de manter a empresa estatal. “Hoje, os correios empregam 120 mil trabalhadores em todo o país. Em Mato Grosso, são 1.400 funcionários, tem, no mínimo, um trabalhador em cada um dos 141 municípios do estado”, apontou.

Alexandre questionou sobre a necessidade de privatização da empresa. Ele disse que, ainda que não seja objetivo da estatal gerar lucro, o último balanço de contas dos Correios apontou que a empresa teve um superávit de R$ 161 milhões.

“O orçamento foi milionário, ou seja, pagou tudo o que estava devendo e ainda sobrou. Não tem o porquê de querer privatizar uma empresa assim, que gera lucro. Tem alguém querendo botar a mão nesse dinheiro”, disse o sindicalista.

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