A vítima, Rodrigo Perez Aristizabal, relatou às autoridades que ficou sob o domínio dos sequestradores por cinco dias, até sábado, 29, quando conseguiu escapar. Ele disse que chegou a ter cerca de US$ 50 milhões de dólares desviados das suas contas bancárias - cerca de R$ 280,3 milhões na cotação atual.
A identidade do agente detido não foi informada e, por isso, não foi possível localizar a sua defesa. Dois outros policiais, um militar da reserva e um civil, já tinham sido detidos. A Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) investiga o caso.
O terceiro agente, também policial civil, estava foragido. Ele foi capturado na noite da última quarta, 2, e preso temporariamente, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP).
Ainda conforme a pasta, a Corregedoria da Polícia Civil apontou a participação de sete suspeitos ao todo no caso, incluindo a namorada da vítima, Luana Bektas Lopez, do Paraguai. A defesa dela não foi localizada. A SSP-SP disse, em manifestações anteriores, que não tolera desvios de conduta.
"Uma ex-namorada da vítima também é alvo das investigações, que prosseguem sob responsabilidade da Divisão Antissequestro do Dope e das Corregedorias das Polícias Civil e Militar para o completo esclarecimento dos fatos", informou a secretaria, em nota.
Empresário espanhol foi mantido refém por cinco dias
O crime aconteceu no início da semana passada. O empresário Rodrigo Perez Aristizabal relatou à polícia, sem conseguir precisar o dia, que voltava de uma padaria para o seu apartamento, no Ipiranga, zona sul da cidade, quando foi abordado por dois homens que estavam em uma camionete preta com a logomarca da Polícia Civil.
Ele foi chamado pelo nome. Ao responder, os supostos agentes teriam dito que eram da polícia internacional, e o colocaram à força no veículo. Os suspeitos estavam usando uniforme da Polícia Civil, segundo o boletim de ocorrência. O caso teria acontecido entre na segunda, 24, ou terça-feira, 25, conforme o relato do empresário.
Aristizabal foi levado para um cativeiro, em uma área de mata em Mogi das Cruzes. Ele relata que teve de tomar remédio para dormir e que passou a ser extorquido pelos sequestradores. De acordo com a vítima, os suspeitos teriam desviado uma quantia de US$ 50 milhões da sua conta - cerca de R$ 280 milhões na conversão atual.
Conforme o registro policial, no sábado, ele conseguiu escapar do cativeiro depois de colocar, escondido, o remédio tranquilizante em uma bebida que estaria tomando acompanhado de um dos sequestradores, de quem teria conseguido a confiança.
O espanhol conseguiu se libertar das algemas, escapar do cativeiro, e acessar um restaurante, onde acionou a PM. Os agentes foram ao lugar onde o empresário era mantido como refém e encontraram um dos sequestradores no local do crime. Aos policiais, o agente confessou a participação no crime e foi preso em flagrante.
Participação da namorada
A Corregedoria da Polícia Civil investiga a participação da namorada de Rodrigo Aristizabal no crime. O espanhol relatou à polícia que Luana Bektas teria aparecido no local do cativeiro em um dos dias em que esteve sob o domínio dos bandidos.
Ainda conforme o registro policial, o empresário teria percebido, no dia do sequestro, que a companheira estava trocando mensagens no celular com um contato identificado como "Thor", com quem ela já teria conversado em outras oportunidades, escondida do empresário.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.