Quinta-Feira, 27 de Dezembro de 2018, 07h:00

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Os graus evolutivos do ego

Nosso Espírito já animou inúmeros corpos, inúmeras personas, em inúmeras encarnações passadas, e em todas elas nós tínhamos uma personalidade

Por: EMANUELLE CALGARO*

Mayke Toscano

Emanuelle Calgaro

 

 

Estamos todos aqui na Terra esquecidos que somos Deus em uma micro-manifestação. O nosso Espírito (uma micro-consciência divina) já animou inúmeros corpos, inúmeras personas, em inúmeras encarnações passadas, e em todas elas nós tínhamos uma personalidade.

O máximo que essa micropartícula divina alcança quando morre seu veículo físico é o Plano Astral da Terra, pois esquecemos que somos o Todo e nos sentimos apenas aqui, presos aqui. É como alguém que afirma que está preso em uma cela, quando ela existe apenas em sua mente.

Essa micropartícula divina acredita que está aqui na Terra quando ela é parte de um Todo e, mais do que isso, é o Todo. Para que está aqui? Para pagar, para sofrer? Sim, se a crença de uma pessoa for em um Deus julgador, punidor, que castiga (o Deus de Moisés). Não, se essa crença for em um Deus de Amor (o Deus de Jesus) ou em um Deus Neutro (a concepção oriental do Divino).

Estamos aqui na Terra, acreditando que estamos apenas aqui, para nos recordarmos de nossa Essência divina, para nos libertarmos da força gravitacional desse planeta e do Plano Astral desse planeta. Aí não iremos para um local mais elevado, simplesmente nos sentiremos em um local assim, onde sempre estivemos (e estamos) mas não lembrávamos disso. Para isso, precisamos nos tornar mais leves, mais fluidos, e isso só pode ocorrer se nos livrarmos das inferioridades que criamos desde que aqui chegamos e que nos mantêm presos nessa ilusão de que estamos aqui, e é esse o trabalho que deve ser feito, essa é a missão da Psicoterapia Reencarnacionista.

Vamos estudar os níveis de ego:

As pessoas de ego predominantemente infantil inferior são as pessoas que levam a vida como uma brincadeira, vivem para divertir-se, não gostam de assumir responsabilidades, compromissos, são extremamente autocentradas, vivendo para o seu próprio prazer; também infantis são as pessoas tristes e infelizes por si mesmas, as magoáveis, as que se sentem rejeitadas, as que se emburram por qualquer coisa, as que se isolam, calam, guardam suas dores para si ou atormentam os demais com seus próprios dramas. 

As pessoas com caraterísticas infantis superiores são as que vivenciam a criatividade, a beleza, a arte, a ludicidade, a alegria, a leveza e, evidentemente, isso deve ser mantido permanentemente. Um ego de nível predominantemente ancião possui essas características, os egos predominantemente adolescentes e adultos inferiores perderam essas características e devem encontrá-las dentro de si para serem mais felizes.

As pessoas de ego predominantemente adolescente inferior são as revoltadas, rebeldes, bebem, fumam, usam drogas, gostam de competir, querem sobressair, destacar-se, serem vistas, querem ser notadas mesmo negativamente; 

As de ego predominantemente adolescente superior são as que usam sua energia para melhorar o mundo através do amor, promover uma revolução pela paz, as que vivenciam uma indignação pacífica, embora sejam ainda muito sonhadoras, algumas vezes com dificuldades de adaptação à realidade, com dificuldade de concretizar seus ideais e utopias, o que necessita de um ego mais adulto, realizador.

As pessoas de ego predominantemente adulto inferior são as que estão superando esses estágios infantil e adolescente inferior (um processo que leva centenas de milhares de anos), já são mais adultas, mas ainda não alcançaram um grau suficiente de sabedoria, pois irritam-se com as coisas que julgam erradas, são dogmáticas, criticam, impacientam-se, vão tornando-se rígidas, duras (física, emocional e mentalmente);

As que já estão alcançando ou alcançaram o estágio de ego predominantemente adulto superior levam a vida a sério, como as anteriores, mas já estão superando ou superaram a crítica, a impaciência, a irritação e a dureza. Embora ainda existam características infantis e adolescentes e mesmo adultas inferiores, o predomínio é das características adultas superiores, estão rumando para o nível ancião do seu ego.

As pessoas de ego ancião são os Chico Xavier, as Teresa de Calcutá, os Gandhi, os Yogananda, e, um dia, todos chegaremos a esse estágio. Ainda podem apresentar características infantis e adolescentes e mesmo adultas, mas predomina o nível da sabedoria, talvez ainda não plenamente mas próximo dele.

Na verdade, todos temos todos esses aspectos dentro de nós, mas em cada um predomina um ou mais deles. O que importa em um Tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista é o que predomina em cada pessoa: aspectos infantis (inferiores ou superiores), aspectos adolescentes (inferiores ou superiores), aspectos adultos (inferiores ou superiores) e aspectos anciões. Devemos conversar com as pessoas a esse respeito, estimulando-as a detectar em seus pensamentos, sentimentos, atitudes, gostos, hábitos, palavras, o que é infantil, adolescente, adulto ou ancião. E isso ser motivo de conversa durante o Tratamento, para que o seu ego possa ir amadurecendo e, aos poucos, reintegrando-se ao seu Eu Divino. 

Cada um de nós entende, assimila e pratica o quanto alcança o seu grau de entendimento consciencial.

(*) EMANUELLE CALGARO é Psicoterapeuta Reencarnacionista, formada pela Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista – ABPR. E-mail: emanuellecalgaropr@gmail.com

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