Sexta-Feira, 21 de Junho de 2019, 16h:17

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O poder da gentileza

Por: DUMARA VOLPATO*

Divulgação

Dumara Volpato


Você já se sentiu sozinho e triste quando, de repente, algo diferente aconteceu? Encontrou um amigo que sorriu para você e lhe convidou para um café? Ou, quando você está no caixa do supermercado, com poucos volumes, e alguém que está a sua frente com um carrinho cheio de compras lhe cede a vez? É maravilhoso, não é?!  Esse é o poder da gentileza!

Nos dias atuais não se vê tempo para gentilezas. Encontramos no trânsito, no mercado, na fila do banco, pessoas que estão sempre com pressa, sem olhar o que está a sua volta. Agem de maneira agressiva e grosseira. 

Nós mesmos, em nossa casa ou ambiente de trabalho, quantas vezes conseguimos ser gentis com alguém? Esse será o tema de nossa conversa hoje.

Em sua tradução literal, gentileza quer dizer qualidade do que é amável. Aquilo que é amável é o que merece amor, consideração. E a consideração é o efeito do apreço que temos por uma pessoa ou alguma coisa. Logo, podemos dizer que a gentileza reflete o nosso sentimento de estima por alguém ou algo.

Entretanto, a palavra gentileza tem um sentindo muito mais amplo do que o literal, e pode ser considerada uma qualidade do ser. Uma virtude que desenvolvemos à medida que ampliamos a nossa capacidade de amar e dirigimos nossa atenção para além do nosso umbigo. 

Através de atitudes gentis demostramos espontaneamente que o outro é importante para nós, que reconhecemos e respeitamos a sua existência. Ela se manifesta de maneira simples em pequenos gestos de amor e consideração.

Ela tem o poder de nos conectar verdadeiramente com o outro, aprofundar relacionamentos e transformar vidas. Permite que possamos conviver em harmonia, nos torna pessoas de boa vontade, prontas para servir de coração sem esperar nada em troca; ela nos tira da indiferença e nos liga a empatia. Tem a capacidade de fazer com que nos coloquemos no lugar do outro, passando a entendê-lo com mais compreensão, e nos ensina a fazer pelo outro aquilo que gostaríamos que fizessem por nós.

E, o mais legal disso tudo, é que não nos custa nada e podemos apreender a ser gentis nas pequenas coisas: dizer um bom dia, pedir licença, agradecer, elogiar sempre que possível, de maneira sincera e simples, alegrar aquele que está triste, respeitar e auxiliar o próximo.

A gentileza é um atributo do amor. É um sentimento que habita em um coração amoroso, nos faz enxergar a beleza e o valor do outro. Através da gentileza abrimos uma porta no coração das pessoas e podemos proporcionar a elas a transformação.

A gentileza é o apelido do amor, uma fonte de alegria e satisfação nos relacionamentos, que gera felicidade em quem recebe e em quem pratica. Permite-nos um caminhar de mais leveza pela Vida, proporcionando um ciclo de benefícios. Quando recebemos uma gentileza de alguém, espontaneamente a nossa vontade é de retribuir. Daí vem a frase “gentileza gera gentileza”.

Cabe a cada um nós acreditar no poder da gentileza. Praticá-la, retribuí-la, promovê-la e distribuí-la é um ato de amor para o mundo. Finalizo esse artigo com uma frase de Bert Hellinger: “O amor é terapia; no mundo não há tratamento senão o amor. É sempre o amor que cura, porque o amor faz você inteiro.”

(*) DUMARA VOLPATO é advogada e Terapeuta em Constelação Familiar  com Curso em Hellinger Sciencia pelo Instituto Hellinger do Brasil; Formação em Constelação Familiar pelo Instituto CreSer de Campo Grande – MS; Curso de Aprofundamento em Novas Constelações e Curso de Análise Transacional pelo Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier; e Praticante Profissional de Cura Reconectiva e Reconexão, pelo The Reconection, Califórnia – EUA, e escreve . excepcionalmente nesta sexta para HiperNotíciasE-mail: dumaravolpato@gmail.com

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