Quarta-Feira, 17 de Abril de 2019, 10h:45

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Maria do Rosário: ditadora politicamente correta

No tempo dos militares de 1964, um censor era um censor. Na ditadura inaugurada em 1985, um censor ganhou nome mais apropriado ao “Estado democrático de direito”

Por: CHAUKE STEPHAN FILHO*

diivulgação

Chauke Stephan Filho

Maria do Rosário, a caricata deputada do PT, conhecida como  "tchutchuca" dos bandidos do Brasil, aprontou mais uma. Amiga dos meliantes, Maria do Rosário é inimiga de gente como a gente. Ela, que defende carinhosamente assaltantes e estupradores, manda para a prisão qualquer crítico que se arriscar a falar dela. Foi o que aconteceu com o humorista Danilo Gentili, punido por Maria do Rosário pelo "crime" de falar o que pensa. Maria do Rosário é a Maria da Censura. 

Ela clama "Censura, nunca mais!", "Ditadura, nunca mais!", “Não-sei-o-que-lá nunca mais!”, enquanto manda para a cadeia um cidadão sob a "grave" acusação de comportamento politicamente incorreto. E o que fez o "justiçado" para merecer sete meses de cadeia? Ele faltou com a “devida” reverência ao se referir à figura sacrossanta da deputada esquerdista Maria do Rosário. Se Gentili tivesse cometido alguma blasfêmia, não haveria nenhum problema. Gentili poderia, por exemplo, introduzir um crucifixo no próprio rabistel dentro da Basílica de Aparecida e decerto mereceria elogios de Maria do Rosário pela arte de seu comportamento performático, libertário e antimachista. No caso em tela, entretanto, o ofendido não foi Deus, mas a própria Maria do Rosário. Aí, claro, a coisa é grave.

A tirana vermelha arroga-se o direito de calar a voz de qualquer um de quem discorde. Censurar a consciência alheia é agressão ao próprio ser de cada ser humano. Afinal, o que seria cada homem sem a própria consciência? Seria ainda homem? A censora quer nos fazer de animais. Não passará! Continuaremos a ser homens, mas teremos a fúria das feras contra a censora e seu partido e sua ideologia e seu comparsa Marcelo Freixo e sua pretensão de silenciar toda voz dissonante do coro politicamente correto. Essa petista Maria do Rosário deve saber que a vida dela não vale mais do que a liberdade de ninguém dos nossos.

A correção política é a mais insidiosa das formas que assume a tirania. Trata-se de uma tirania que não se assume enquanto tirania. É a tirania da hipocrisia, uma forma antinatural de ser que faz do homem uma abstração emanada da lei, quando a lei deve ser emanação do homem concreto e livre. O homem livre pensa e fala livremente, assim como Gentili tentou fazer. Não conseguiu. Maria do Rosário não gostou do que ele disse. Bastou isso para o comediante sofrer a chantagem da multa e da prisão.

No tempo dos militares de 1964, um censor era um censor. Na ditadura inaugurada em 1985, um censor ganhou nome mais apropriado ao “Estado democrático de direito”, graças ao emprego de eufemismos. Está é uma figura de linguagem muito cara aos bacharéis da “Nova República” (nova, mas já caduca). Assim, o feio termo “Censor” agora significa “Defensor dos direitos humanos” ou “Corretor político” ou “Diretor de conteúdo” ou “Ajustador de conduta” ou “Moderador” ou “Antifascista” etc.

Apesar da cosmetologia semântica, censura continua sendo censura. Os militares causaram revolta, quando censuraram aquela antiga e famosa Trilogia de Paulo Brossard. Passados 40 anos, Maria do Rosário, apesar do ridículo da sua figura, enraivece os defensores da liberdade como nova agente da censura. Os papéis se inverteram. Os “antifascistas” são os ditadores agora.

*CHAUKE STEPHAN FILHO nasceu em Cuiabá em 1960. Formado em Sociologia e Política (PUC/RJ), Português e Literatura (UFMT) e Educação (Unic), dedica-se ao estudo da sociologia do racismo como servidor da Prefeitura de Cuiabá, onde também serve como revisor.

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