Quinta-Feira, 19 de Setembro de 2019, 09h:58

Tamanho do texto A - A+

Desenvolvimento pessoal - III

Por: DUMARA VOLPATO*

Divulgação

Dumara Volpato


Nesse mês de Setembro comemoramos a chegada da primavera e, aproveitando esse movimento da natureza, trabalharemos o tema desenvolvimento pessoal, compartilhando aprendizados que potencializam o nosso crescimento e que fazem florescer nossas qualidade e virtudes.

Nos artigos anteriores inicialmente falamos da lei da Paz e como é possível se conectar com ela e fazê-la expandir a partir de nós mesmos. Também conversamos um pouquinho sobre a lei do respeito e de como podemos praticá-la e torná-la mais presente em nossos dias.

Hoje conversaremos acerca da lei da Responsabilidade. O que é ter responsabilidade para você?  Você se considera uma pessoa responsável? Vamos aprender juntos um pouquinho mais?

Eu me considerava uma pessoa responsável, tinha meus deveres e minhas responsabilidades no meu trabalho e oferecia o melhor do meu desempenho. Tinha também minhas responsabilidades no meu lar, onde desempenhava meus afazeres muitas das vezes alegre e feliz e outras sem um sorriso no rosto e amor no coração. E realmente até tinha, sim, certa responsabilidade, se fosse considerar o sentido literal da palavra, que quer dizer: caráter ou estado de quem é responsável, ou seja, aquele que assume o compromisso com algo ou alguém e cumpre com o combinado.

Com o passar do tempo, exercitando o autoconhecimento e, talvez, pela experiência que a Vida pode me proporcionar (que não é tão grande assim), comecei a entender um pouquinho mais a respeito do que significa essa lei da responsabilidade.

Em um sentido mais amplo, nós passamo

s a caminhar juntos com essa lei quando, além de cumprirmos com aquilo que nos comprometemos, tanto com algo ou com alguém, nós assumimos também a responsabilidade quanto aos efeitos que esses compromissos passam a ter na nossa Vida e na vida das pessoas que eles englobam.

Nossas decisões produzem resultados e passamos a ser verdadeiramente responsáveis quando assumimos suas consequências, ou seja, quando não culpamos a outrem pelos efeitos dessas escolhas e decisões.  Quando saímos do “papel de vítima”  e passamos a refletir sobre quais atitudes nossas contribuíram para que vivenciássemos a situação que, por vezes, nos coloca à prova. Começamos a nos conscientizar que tudo aquilo que nos cerca, os fatos, acontecimentos que presenciamos, os pensamentos e sentimentos que percebemos vêm através de nossa postura interna, do nosso comportamento diante da Vida.

Você pode me perguntar: você já nos disse em outra oportunidade que nossas escolhas são regidas pelos nossos conceitos, crenças e um contexto familiar.  Como podemos então ter nossas escolhas livres das influências de nossos sistemas? Isso só é possível quando verdadeiramente estamos dispostos a nos esforçar e exercitar o autoconhecimento para liberar nosso inconsciente de toda dor, toda luta, todo o sofrimento que nosso sistema familiar vivenciou.

Quando através do autoconhecimento curamos nossas dores, liberamos os vínculos que nos prendem e atravancam nosso desenvolvimento, deixamos de culpar nossos antepassados pela maneira que vivemos agora.  Iniciamos um movimento de reconexão com a nossa essência, zelando pela história dos que vieram antes, nos ligamos a toda a sabedoria que eles adquiriram, passamos a ser responsáveis pela nossa história e adquirimos o poder de fazer dela o melhor que podemos.

Bert Hellinger ensina: “Você é responsável por tudo o que pensa, sente e faz”

Nós somos responsáveis por cada passo, cada escolha e cada decisão que manifestamos em nossa caminhada neste Planeta Azul, chamado Terra. Andamos com os pés grudados nesse chão para que possamos cada dia estar mais conectados com a realidade e nossa cabeça para o alto, rumo ao céu, para que possamos ter cada dia mais clareza e discernimento em nossas atitudes. Somos capazes de transformar nossa Vida a partir do momento em que nos conscientizamos da responsabilidade que possuímos na correção do nosso pensamento, sentimento e ação. Nos colocando no papel de autor da nossa história, crescemos e desenvolvemos a cada dia nossas virtudes, ampliamos nossa capacidade de compreender o outro e fazemos florescer nossos relacionamentos de uma maneira mais colorida, alegre e perfumada.

(*) DUMARA VOLPATO é advogada e Terapeuta em Constelação Familiar com Curso em Hellinger Sciencia pelo Instituto Hellinger do Brasil; Formação em Constelação Familiar pelo Instituto CreSer de Campo Grande – MS; Curso de Aprofundamento em Novas Constelações e Curso de Análise Transacional pelo Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier; e Praticante Profissional de Cura Reconectiva e Reconexão, pelo The Reconection, Califórnia – EUA, e escreve para HiperNoticias às quartas-feiras. E-mail: dumaravolpato@gmail.com

Avalie esta matéria: Gostei +2 | Não gostei