Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2019, 14h:30

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Celebrando a vida das crianças

Por: DUMARA VOLPATO*

Divulgação

Dumara Volpato


Nesse mês de outubro comemoramos o dia das crianças e, aproveitando essa atmosfera que surge através dessa mobilização social, gostaria de propor uma reflexão: o que de fato estou fazendo para celebrar a vida das crianças que conheço? Eu tenho filhos. Será que festejo a vida deles e essa fase tão encantadora? Pergunto-me: existem crianças amorosas e obedientes e outras rebeldes e teimosas? Esse é o tema que compartilharemos hoje.

A criança é um ser humano em desenvolvimento que tem a sua fase pueril do nascimento até a adolescência e, nessa fase tão importante, encontra-se a base de nosso aprendizado, aquilo que nos alicerça como adultos. A criança nasce e inicia um aprendizado desde cedo, absorvendo todas as informações do ambiente em que ela vive, assimilando o que vê e escuta. Molda-se de acordo com as influências que sofre e à medida que ela se desenvolve se constrói seu caráter e identidade.

Hoje existem muitas ferramentas e estudos que nos possibilitam potencializar a capacidade de aprendizado, cognição e inteligência de nossas crianças, entretanto, o instrumento mais eficaz é o exemplo. O exemplo que passamos para os nossos filhos, sobrinhos, afilhados e alunos através de nossos praticados. Assim, para celebrarmos essa fase de aprendizado podemos proporcionar a estas crianças um ambiente sadio e repleto de alegrias, valorizando momentos em família e permitindo a elas a convivência com outras crianças.  Oportunizando um ambiente com atividades interessantes,  menos tablets e celulares e mais natureza e interação social. Promovendo passeios que tragam a elas uma noção da realidade, do contexto e cultura em que vivem com ações que promovam o desenvolvimento de virtudes como companheirismo, responsabilidade, empatia e solidariedade.

Uma das coisas que mais me encantam em uma criança é o sentimento que elas carregam em seu coração, a inocência que traduz a sua essência. As crianças não enxergam a maldade no outro, têm uma capacidade de aceitar a todos e a tudo como é e, por isso, estão ligadas a pureza e simplicidade. Elas não veem dificuldades, elas enxergam desafios, pois tudo é aprendizado. E como elas amam, amam sem restrições, sem rótulos e sem preconceitos. Sendo assim, vamos celebrar a inocência dessas crianças, procurando uma forma de não deixar que elas tenham acesso precoce à informações que possam deturpar seu entendimento do mundo, permita que elas só vejam filmes, desenhos e atividades compatíveis para a sua idade. Dentro do possível, não deixem seus filhos na companhia de pessoas que não façam parte do seu seio familiar ou pessoas com algum desequilibro emocional. Possibilite a elas um ambiente seguro e emocionalmente estável. 

Bert Hellinger ensinou: “Todas as crianças são boas e seus pais também”.

As crianças têm um coração amplo e amam sobre tudo os seus pais, ainda que não tenham os conhecidos. Possuem um amor incondicional ao seu sistema familiar e um olhar profundo em direção aos excluídos do sistema. E por amor, elas muitas vezes carregam os destinos difíceis de seus pais ou antepassados, elas olham para dores que seus pais não conseguem olhar, mesmo que isso possa lhe custar a Vida. Esse amor tão amplo faz com que elas assumam emocionalmente aquilo que é devido aos pais, e manifestam esses sentimentos em condutas como irritação, revolta, doenças.

Isso é um ato de bondade, inconscientemente ela diz: eu por você. Por isso são boas, e por criar seres tão capazes de amar assim, seus pais também são bons. Todos são bons da forma que são. Dessa forma celebre o amor de seus filhos, cuidando de você, olhando para suas questões e resolvendo-as. Liberando-se das amarras que ainda prendem seu subconsciente. Esteja mais disponível para um relacionamento saudável com seus filhos.

Os Pais têm a nobre missão de orientar e direcionar seus filhos até a fase adulta, pois estes quando nascem não tem referências e passam a construí-las a partir das experiências vivenciadas. É atribuição dos pais ensinar limites, hierarquia e responsabilidade. Os limites são uma demonstração de amor e os filhos pedem por isso. Quando um pai posiciona um limite em uma determinada conduta de seu filho, este sente que há alguém olhando e zelando por ele. Quando um pai apresenta a hierarquia para um filho, este sente que sempre haverá alguém superior em quem confiar, haverá alguém que sabe um pouco mais e poderá ensiná-lo, haverá alguém que poderá socorrê-lo no momento de necessidade. Um filho que não aprende a lei da hierarquia com seus pais, não conseguirá na escola respeitar o professor, na vida adulta em um trabalho não reconhecerá o chefe ou patrão. Quando um pai ensina responsabilidade para seu filho, este aprenderá que seus atos geram consequências, que toda ação produz uma reação, e que nós somos capazes arcar com nossos atos.

Então vamos celebrar, celebrar a Vida dessas crianças através de nossos atos, pois as crianças de hoje serão os adultos de amanhã e se queremos um mundo melhor devemos cativar e cultivar a semente do amor de nossos filhos.

(*) DUMARA VOLPATO é advogada e Terapeuta em Constelação Familiar com Curso em Hellinger Sciencia pelo Instituto Hellinger do Brasil; Formação em Constelação Familiar pelo Instituto CreSer de Campo Grande – MS; Curso de Aprofundamento em Novas Constelações e Curso de Análise Transacional pelo Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier; e Praticante Profissional de Cura Reconectiva e Reconexão, pelo The Reconection, Califórnia – EUA. E-mail: dumaravolpato@gmail.com

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