Quinta-Feira, 17 de Maio de 2018, 12h:15

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Wilson diz que denúncia sobre esquema no Detran é “política”

Por: FELIPE LEONEL

O deputado Wilson Santos (PSDB) afirmou que a denúncia do Ministério Público Estadual de que ele teria lavado R$ 19 mil é “uma denúncia política”. Ele foi denunciado na Operação Bônus sobre supostos pagamentos de vantagens indevidas através de prestadores de serviços do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).  

 

Alan Cosme/HiperNoticias

wilson santos

 

O deputado disse ter recebido a notícia como uma “enorme surpresa” e criticou a atuação do Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco). Para Wilson Santos, o órgão deveria pedir mais tempo para realizar a investigação, ao invés de apresentar uma denúncia, supostamente, descabida.

 

“É uma surpresa me acusar de ter lavado R$ 19 mil, isso é brincadeira. Geralmente quem lava fica com 10%, então eu iria ficar com R$ 900. Isso é ridículo, é surreal, eu encarro essa denúncia como uma denúncia política, não judicial”, afirmou Wilson Santos, durante homenagem ao ex-deputado Hermínio J. Barreto, morto em acidente de trânsito, nesta quinta (17).  

 

O parlamentar também negou possuir qualquer relação comercial com os investigados na operação, dentre eles o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM); o ex-governador do Estado, Silval Barbosa (sem partido), dentre outros políticos e empresários denunciados pelo Gaeco.

 

Segundo Wilson Santos, não há provas contra ele. Ele ainda criticou o fato de seu depoimento ter durado apenas 15 minutos. Ele ainda disse ter aberto mão do Fundo de Assistência Parlamentar (FAP) e vai acompanhar a denúncia, que ainda precisa ser aceita pelo Poder Judiciário.

 

“Se o Ministério Público não tivesse tido tempo suficiente para investigar, tivesse solicitado prorrogação de prazo, mas que fizesse uma investigação profunda e séria. Não tratasse todos como iguais, jogar todos na vala comum. Teve gente que lesou o Detran e devem ser responsabilizados, mas o meu caso não tem nada a ver com Detran”, concluiu.

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