Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017, 14h:53

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Vereador fala em pizza e Justino Malheiros se exalta: "Não fale meias palavras"

Por: FELIPE LEONEL

O clima na Câmara de Vereadores começou a ficar tenso na sessão ordinária de terça-feira (12), em Cuiabá, entre os parlamentares da situação e oposição, quando discutiam a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó. O vereador Abilio Brunini (PSC) chegou a afirmar que a nomeação dos parlamentares da situação para compor a CPI foi uma estratégia "equivocada".  

 

Alan Cosme/HiperNoticias

abilio junior

 

"Foi um erro de estratégia. Acharam que colocando um membro e relator iria matar a Comissão. Foi um erro pensar que iria conduzir a pizza à moda do chefe, colocar um fim na comissão", disse Abilio, fazendo referência ao presidente da Casa. Segundo Abilio, Justino Malheiros (PV) teria escolhido os membros "monocraticamente". 

 

"Foi um rolo compressor, já veio com a decisão tomada. Esse grupo já tomou, entraram dentro de um processo de CPI, onde só nove tinham assinado. De repente, apareceram assinaturas depois de o protocolo ter sido feito", completou.  

 

As declarações do parlamentar causaram reação imediata do presidente da Câmara de Vereadores, Justino Malheiros (PV). Segundo Justino, a decisão de nomear os vereadores Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV) para comporem a CPI do Paletó foi tomada pelo Colégio de Líderes. Ainda de acordo com Justino, foram 10 votos favoráveis e quatro contrários.

 

"Vereador Abílio, eu vou responder vossa excelência, talvez de uma forma mais dura do que eu tenho sempre feito. Não conduzo isso à pizza, não jogue para a plateia que a escolha foi minha, foi de um colegiado. Não fale meias palavras, fale a verdadeira", afirmou Justino com o dedo indicador em riste. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

justino malheiros

 Presidente Justino Malheiros 

A discussão foi causada pelo pedido do vereador e relator da Comissão, Adevair Cabral, para a Procuradoria Legislativa da Casa emitir parecer sobre a condução da CPI do Paletó, pelo vereador Marcelo Bussiki (PSB). Cabral não gostou do indeferimento do pedido de depoimento do ex-prefeito Mauro Mendes e do presidente do Sintep de Cuiabá, João Custódio.

 

Marcelo Bussiki entendeu que os depoentes não têm vínculo com a investigação. Já Adevair Cabral, quer a presença de Mendes e Custódio para averiguar se Emanuel Pinheiro (PMDB) tem ou não capacidade para continuar à frente da Prefeitura de Cuiabá. O prefeito foi flagrado em vídeo enchendo os bolsos do paletó com maços de dinheiro quando era deputado estadual.

 

A Comissão foi instalada em meados de novembro e tem prazo de 120 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período. Além do vídeo do prefeito, também investiga o áudio apreendido pela Polícia Federal na residência de Emanuel, entre o delator Silvio Cezar Correa e o ex-secretário de Estado, Alan Zanatta. 

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