Terça-Feira, 09 de Outubro de 2018, 15h:05

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Taques reconhece vitória de Mauro e diz que vai cuidar da família

Por: LEONARDO HEITOR

O governador Pedro Taques (PSDB) reuniu seu secretariado na manhã desta terça-feira (9) para fazer um balanço das eleições, que resultaram em sua derrota na tentativa de se reeleger para o cargo. O tucano acabou na terceira colocação, atrás do senador Wellington Fagundes (PR) e do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), que venceu o pleito.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro taques

Em comunicado, Taques reconheceu vitória de Mauro Mendes

Em um pronunciamento feito aos jornalistas, no qual ele preferiu não responder perguntas, Taques revelou que ligou nesta manhã para o governador eleito o parabenizando pela vitória. Também confirmou que o secretário-chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho, será o responsável por coordenar a transição pela parte do governo.

 

"Liguei hoje para o governador eleito Mauro Mendes e o parabenizei reconhecendo a vitória, em razão da democracia. Disse a ele que a transição será feita da melhor maneira possível. Hoje, assino o decreto. Quando assumi, não tinha um regramento em relação a isso, mas agora há uma resolução do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que será seguida. Disse a ele que aquele que coordenará, da nossa parte, será o chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho", afirmou Taques. 

 

O governador também fez questão de frisar que irá receber o seu futuro sucessor assim que Mauro Mendes entender que o deva fazer. Afirmou que cuidará de sua família a partir do dia 1º de janeiro. Ele complementou agradecendo os votos que teve e exaltando o desejo popular, que elegeu o ex-prefeito de Cuiabá.

 

"Quero agradecer a todos os votos que tivemos. Os apoiadores, prefeitos, vereadores, militância e voluntários, que nos deram essa votação. Na democracia, quem tem mais voto, ganha a eleição. Hoje Mauro Mendes é o governador eleito e a partir de 1º de janeiro será o governador de todos nós. Não ganhamos as eleições, primeiro, porque não tivemos votos suficientes. Temos um tempo para saber o que erramos, fazermos essa reflexão e reconhecer que o cidadão não erra. Ele sabe o que é melhor para o Estado e entendeu que, neste momento, que o grupo conduzido pelo governador eleito é o melhor para conduzir o Estado", destacou. 

 

Leia na íntegra o pronunciamento de Pedro Taques

 

"Nós fizemos uma reunião de todos os secretários e presidentes de autarquias. Inicialmente, quero dizer a todos que hoje, liguei para o governador eleito Mauro Mendes e o parabenizei reconhecendo a vitória, em razão da democracia. Disse a ele que a transição será feita da melhor maneira possível. Hoje, assino o decreto. Quando assumi, não tinha um regramento em relação a isso, mas agora há uma resolução do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que será seguida. Disse a ele que aquele que coordenará, da nossa parte, será o chefe da Casa Civil, Ciro Rodolpho. 

 

Disse a Mauro Mendes que estou pronto para recebê-lo aqui no Palácio a hora que ele entender, da melhor maneira possível. Vivemos em uma democracia e é bom que assim seja. Abriremos todas as informações necessárias para que ele tenha o melhor mandato possível para o povo do Estado de Mato Grosso. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, serei um soldado para ajudar Mato Grosso a superar suas dificuldades.

 

Quero agradecer a todos os votos que tivemos. Os apoiadores, prefeitos, vereadores, militância e voluntários, que nos deram essa votação. Na democracia, quem tem mais voto, ganha a eleição. Hoje Mauro Mendes é o governador eleito e a partir de 1º de janeiro será o governador de todos nós. 

 

Não ganhamos as eleições, primeiro, porque não tivemos votos suficientes. Temos um tempo para saber o que erramos, fazermos essa reflexão e reconhecer que o cidadão não erra. Ele sabe o que é melhor para o estado e entendeu que, neste momento, que o grupo conduzido pelo governador eleito é o melhor para conduzir o Estado. 

 

Sou um democrata. Não há nada melhor que a democracia. Existem erros na democracia? Existem falhas na democracia? Existem. Mas isso só pode ser combatido com mais democracia. A eleição é muito boa. Adoro eleição. E eu estou há 25 anos cuidando de problemas dos outros. Quinze anos como procurador da República, dois anos como procurador do Estado, quatro anos como senador da República e até 31 de dezembro, quatro anos como governador do Estado de Mato Grosso. São 25 anos. E aí eu terei, a partir de 1 de janeiro do ano que vem, condições de cuidar só de mim e da minha família"

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