Quarta-Feira, 07 de Fevereiro de 2018, 16h:45

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Suposta obstrução à Justiça faz Wellaton pedir troca de relator na CPI do Paletó

Por: FELIPE LEONEL

O fato do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, vereador Adevair Cabral (PSDB), ter recebido uma correspondência endereçada ao presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), tem gerado diversos pedidos para que ele se afaste da função. Além disso, Adevair ainda teria se eximido de encaminhar o ofício aos responsáveis.  

 

Alan Cosme/HiperNoticias

Felipe wellaton

Vereador Felipe Wellaton pediu o afastamento do relator Adevair Cabral

“Ficou claro a obstrução de Justiça. Vereador não é protocolo nesta casa. Tem um procedimento formal da Câmara e a gente tem que cumprir. Primeiro ele solicitou as reuniões fechadas da CPI, agora recebe o documento e não passa ao protocolo. Isso está claro a obstrução”, afirmou o vereador Felipe Wellaton (PV), após apresentar requerimento do afastamento de Adevair.

 

O documento recebido por Adevair se tratava de um ofício do depoente Valdecir Cardoso de Almeida, solicitando o adiamento do depoimento, marcado para acontecer nesta quarta-feira (7). Ao final, Valdecir alegou motivos de viagens e não compareceu à Câmara, o que deu origem às discussões acaloradas no começo dos trabalhos legislativos.

 

O documento, segundo Adevair, teria chegado ao gabinete e sido recebido por uma servidora ‘indevidamente’. De acordo com Adevair, ele tentou contatar o vereador Marcelo Bussiki (PSB) para falar sobre o ofício, mas não conseguiu. O documento foi entregue por uma pessoa desconhecida. Adevair atesta a veracidade do documento.

 

Alan Cosme - HiperNotícias

cpi do paletó

 Vereador Adevair Cabral

“Em momento algum, eu vou até o final. Me colocaram na CPI como relator por 10 votos dos líderes partidários. Então, se os líderes partidários quiserem me afastar não tem problema nenhum. Eu vou até o final, fazer um relatório técnico e tudo que tiver dentro da CPI estará escrito", garantiu o relator.

 

“A partir da hora que eu recebi o documento, eu tentei passar ao presidente. Mas não consegui falar com ele a tarde toda. Tem as ligações no celular dele. Tentei falar com o presidente da Casa também”, completou Adevair Cabral. O documento data do dia 29 de janeiro, mas veio a publico somente nesta terça, véspera da reunião da CPI, através de um grupo de WhatsApp.

 

“Meu gabinete funciona o dia todo, temos o protocolo geral da Câmara. As pessoas podem protocolar os documentos”, afirmou Bussiki. “A correspondência estava endereçada ao presidente da CPI, não diretamente à Comissão. Então, o senhor não tem autorização para receber as minhas correspondências, seja de CPI o qualquer outra”, afirmou Bussiki.

 

Os vereadores aprovaram um requerimento, no qual pede que seja encaminhado um pedido ao Poder Judiciário solicitando a condução coercitiva do servidor da Assembleia, Valdecir Cardoso de Almeida. A data ainda não foi definida. “Ele é uma pessoa chave nesse processo. A única pessoa que veio a público defender o prefeito", finalizou Bussiki. 

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