Terça-Feira, 26 de Setembro de 2017, 15h:20

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Servidores lotam audiência pública na AL e ameaçam greve geral contra PEC do Teto

Por: FELIPE LEONEL

Os servidores públicos do Poder Executivo lotaram a audiência pública, nesta terça-feira (26), para debater a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos. Os servidores chegaram a ficar sentados no chão e puxaram o grito de "greve geral", em protesto contra a contenção dos gastos primários, o que inclui o salário dos servidores.
 
 

Maurício Barbant/ ALMT

servidores audiencia

 

Os trabalhadores que apresentaram-se mais descontentes com a medida são os do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que já estão em greve por melhores salários. Para a presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito (Sinetran), Dayane Renner, a greve do Detran deve ser mantida. 
 
 
"O governo se recusa a negociar conosco e vamos continuar em greve. Somos totalmente contra essa PEC, que vai sucatear ainda mais o sistema", afirmou Renner. Já o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Público de Ensino de Mato Grosso (Sintep), Henrique Lopes, afirmou que Revisão Geral Anual (RGA) não está garantida na proposta. 
 
 
A audiência foi realizada no auditório Milton Figueiredo na Assembleia Legislativa (AL), a pedido do presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (PSB). Botelho ressaltou que não era obrigado a fazer, mas ele abriu o espaço para garantir o diálogo com os servidores públicos, com os Poderes e órgão independentes.
 
 
"Estamos fazendo essa discussão para que não seja comprometido os serviços públicos de nenhuma instituição. Estamos fazendo para que ninguém seja prejudicado. Por exemplo, os servidores públicos vão ter garantido dentro da PEC a RGA, as progressões que já estão em lei serão garantidas. Não há perca para ninguém", afirmou Botelho, em entrevista coletiva. 
 
 
Se a proposta for aprovada pela Assembleia Legislativa (AL) até o mês de novembro, a equipe do governo poderá inscrever o Estado de Mato Grosso no programa de recuperação fiscal do Governo Federal. A ação vai oportunizar que o estado economize até R$ 1,3 milhão em dois anos, com a suspensão do pagamento de dívidas com a União. 
 
 
"Não haverá perca para ninguém. O Estado não pode abrir mão dessa PEC e deixar de ganhar R$ 1,3 bilhão com a renegociação da dívida com a União. Nós temos que ter essa consciência", afirmou Botelho. Ainda segundo o presidente, os deputados já apresentaram mais de 30 emendas, o que será alvo de debates na Comissão Especial que discute a PEC. 
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