Quinta-Feira, 08 de Fevereiro de 2018, 17h:27

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Sem ajuda dos Poderes, Sefaz prevê “tragédia fiscal” e “sacrifício” de folha em MT

Por: FELIPE LEONEL

O secretário de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou que o Estado de Mato Grosso poderá sofrer uma "tragédia fiscal" caso os Poderes e órgãos independentes não aceitem 'doar' 20% do duodécimo, referente ao custeio, para o Poder Executivo pagar uma parcela da dívida dolarizada de U$ 36 milhões, em março. Para Gallo, o governo poderá enfrentar mais dificuldades para pagar a folha e fornecedores, que prestam serviços ao Estado.

 

Alan Cosme/HiperNoticas

rogerio gallo

 

“Esse enfrentamento é absolutamente necessário. A forma como está colocada não está bom para ninguém. Da maneira como está construído todo o sistema de arrecadação, vinculação de receitas, nós não teremos condições de cumprir o que foi aprovado na Lei Orçamentária Anual (LOA 2018)”, afirmou Gallo, em entrevista à Rádio Capital FM nesta quinta-feira (8).

 

Se não houver um entendimento, o secretário prevê o “sacrifício” do pagamento de parte dos salários ou do custeio da máquina pública. “Isso é uma saída e solução para o Estado. Seja quem for o governador no dia 1º de janeiro de 2019, essas medidas precisam ser adotadas agora, para que nós não tenhamos, no que vem e nesse ano, uma tragédia fiscal”, disse.

 

O secretário ressaltou que o debate precisa ser feito de forma transparente, pensando na estabilização fiscal do Estado, para evitar a falta de recursos “na ponta”. Além de pedir 20% do duodécimo para pagar uma parcela de U$ 36 milhões em março, o Estado também pretende criar o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que contaria com a contribuição dos Poderes.

 

A equipe econômica do governo ainda não definiu a percentagem de contribuição dos Poderes. O Fundo também contaria com a contribuição de outros Fundos, como o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Para Gallo, a criação do FEF vem ao encontro do interesse de todos os Poderes, que estão insatisfeitos com frequentes atrasos nos repasses de verbas.

 

“Nós temos que corrigir essa distorção, para colocar o Estado em uma trajetória que seja, no curto prazo, virtuosa. Precisamos repor as condições fiscais, para a gente conseguir minimamente, de forma proporcional, pagar todos esses setores”, finalizou Rogério Gallo. 

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2 Comentários

Carlos Nunes - 09/02/2018

Pois é, passaram 3 anos pra sanear as Finanças públicas e esse Governo não fez nada. Agora que a vaca das Finanças tá no meio do brejo atolada até o pescoço, pedem socorro. Agora já é tarde, esse Governo tá na reta final...agora é final de jogo...GAME OVER. Procura-se um novo governador pra retirar a vaca das Finanças do meio do brejo, sem ferrar o povo. É bom aproveitar, escolher um novo governador, e ZERAR TUDO...novos senadores, novos deputados federais e estaduais. Passa a régua e RENOVA TUDO. Senão vai ficar a mesma coisa ou pior. Vote!

joaoderondonopolis - 08/02/2018

Taques não pode de maneira nenhuma falar mal dos poderes. Os poderes ajudaram demais, tiveram paciência fora do comum com o espírito de ajudar o governador, tanto é que tem repasses para receber dos anos de 2015, 2016 e 2017. Taques fez uma lambança e levou o estado a enfrentar dificuldades financeiras irreversível, pelo menos pelo então governador Taques, que não soube lidar com os bilhões de reais.

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