Segunda-Feira, 13 de Novembro de 2017, 16h:35

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Secretário Max Russi aposta que governador Pedro Taques permanece no PSDB

Por: BLOG DO MAURO

O secretário chefe da Casa Civil, Max Russi, disse não acreditar que o governador Pedro Taques vá deixar o PSDB. O tucano deve se reunir com sua base política e com a cúpula do partido para decidir seu futuro político esta semana. Para Russi, o processo de permanência de Taques na legenda passa por um “aparo de arestas”.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

Max Russi

 

“Não seria bom o governador sair. Nilson [Leitão] e Taques fizeram política juntos, devem estar juntos com Alckmin presidente. Isso vai ser contornado aparando as arestas, trabalhando as eleições para o próximo ano”, ponderou.

 

A possível saída de Taques do PSDB passou a ser cogitada por uma suposta insatisfação com a falta de apoio do partido ao governador. Outro aspecto que teria pesado na questão seria o plano da legenda de lançar o deputado federal Nilson Leitão candidato ao Senado Federal. O governador teria questionado a viabilidade de o partido requerer duas vagas majoritárias no pleito que se aproxima, uma vez que sua candidatura à reeleição é natural.

 

Para o ex-presidente do PSDB em Mato Grosso, Nilson Leitão, a vontade de Taques de deixar a legenda foi algo momentâneo. “Eu recebi com a maior tranquilidade um posicionamento dele momentâneo. Não acredito que essa seja a vontade dele. Talvez seja alguma coisa colocada naquele momento. Quando se trata de uma discussão entre amigos, ou entre correligionários, você não pode potencializar isso. Tem que ter muita calma nessa hora e esperar", declarou na última sexta-feira (10).

 

A presidência do PSDB em Mato Grosso foi entregue a Paulo Borges no último dia 10. Uma de suas tarefas será garantir a permanência de Taques no partido. O governador já embarcou de volta para o Brasil e deve discutir o assunto nos próximos dias. Taques cumpria agenda no exterior, onde tentava angariar recursos para o Estado.

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1 Comentários

Dr Davi - 13/11/2017

Taques fez campanha em cima da defesa do novo, entretanto, toda a sua gestão se voltou em torno dos interesses de um único setor, o grande agricultor (não uso o termo agronegócio porque a tributação do boi subiu de 5 para 7 por cento no governo Taques). Para manter a renúncia fiscal do agricultor aumentou a alíquota sobre o boi, a tributação sobre o comércio e por fim, retirou direitos dos servidores e irresponsavelmente os acusou pela situação fiscal do Estado, que de um lado é resultado da corrupção no governo anterior (obras da Copa) e no governo atual (Seduc, FAESP, ECT) e da renúncia fiscal sobre o maior setor do Estado, a agricultura. Sua política é semelhante a da República Velha, em que o Presidente representava somente os grandes produtores de café. Como se pode ver Taques não tem nada de novo.

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