Quinta-Feira, 28 de Dezembro de 2017, 14h:01

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Rogério Gallo assume Sefaz e descarta criação de impostos

Por: FELIPE LEONEL

O futuro secretário de Fazenda, Rogério Gallo, sucessor do ex-secretário Gustavo de Oliveira, garantiu que o Estado de Mato Grosso não criará impostos em 2018. Gallo é servidor de carreira da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e deve assumir a Secretaria de Estado de Fazenda no dia 15 de janeiro. No momento, a pasta é comandada pelo secretário interino Vinicius Saragiotto. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

rogerio gallo

 

"Arrecadamos quatro vezes mais na PGE, cobrando os grandes sonegadores e os sonegadores de um modo geral. Isso é uma tarefa que eu levo para a Secretaria de Fazenda, um trabalho articulado com a Procuradoria-Geral do Estado, Ministério Público e Delegacia Fazendária", explicou Rogério Gallo, em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta quinta-feira (28). 

 

Rogério Gallo comandava a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). De acordo com ele, em 2016 PGE havia arrecadado R$ 62 milhões da dívida ativa e saltou para cerca de R$ R$ 250 milhões em 2017. Ao contrário de 18 estados da Federação, segundo Gallo, Mato Grosso optou em cobrar os sonegadores ao invés de criar impostos. 

 

"Esse é o nosso desafio. É continuar com essa política de austeridade, fiscalizar duramente e recuperar esses ativos que foram sonegados do povo de Mato Grosso", completou o quarto secretário de Fazenda da gestão do governador Pedro Taques (PSDB). Os antecessores de Gallo foram Paulo Brustolin, Seneri Paludo e Gustavo de Oliveira.

 

"Absolutamente normal [as mudanças]. O secretário Gustavo queria ficar até dezembro, tínhamos combinado isso no ano passado. Ele cumpriu o seu papel na Sefaz e vai assumir outros compromissos. Ele vai ajudar o Estado em outras missões, está tudo conversado. Os secretários que são deputados sairiam no prazo legal, pois serão candidatos", disse o governador.

 

 

Atualmente, três secretários no Staff de Pedro Taques são deputados estaduais: O secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB), o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB) e Carlos Avalone (PSDB), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Os gestores deverão se desincompatibilizar dos cargos até o fim de março para disputarem as eleições. 

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