Segunda-Feira, 04 de Dezembro de 2017, 09h:45

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Reuniões serão de portas fechadas; relator nega que é para “esconder” investigação

Por: FELIPE LEONEL

Os vereadores Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV) votaram para as reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó ocorram de portas fechadas.  A CPI investiga o vídeo em que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), aparece enchendo os bolsos do paletó com maços de dinheiro quando era deputado estadual. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

adevair cabral

 Vereador Adevair Cabral 

Para o relator da CPI e autor da proposição para restringir o acesso da população e imprensa nas oitivas, Adevair Cabral, a medida é para evitar "constrangimentos" do depoente. Na avaliação do parlamentar, a presença de pessoas e imprensa durante os depoimentos, fariam os convocados se calarem. Ele negou que a restrição seja uma tentativa de “proteger” Emanuel.

 

"Vamos colocar tudo no relatório para a população e a imprensa saber. Eu fico com medo, com medo não, com receio de a pessoa não querer falar nada dentro da comissão porque a imprensa está junto, tem a população. Eu penso é nisso, mas não é querer esconder nada não", disse Adevair, em entrevista à Rádio Capital FM

 

"Eu fico assim, pesando, a pessoa que quer fazer o depoimento, quer falar alguma coisa para a Comissão, ela não vai querer falar imediatamente para a imprensa e nem para a população. Aí todo mundo iria saber o que está acontecendo dentro da CPI", completou o relator da CPI, Adevair Cabral. 

 

A CPI do Paletó é composta pelo presidente e autor da iniciativa de criar a CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), o relator Adevair Cabral e um membro, o vereador Mário Nadaf. Cabral e Nadaf foram nomeados na CPI sob protesto dos colegas, pois eles assinaram o requerimento em uma suposta "manobra" para proteger o prefeito de Cuiabá. 

 

O objetivo inicial de Adevair Cabral era para restringir totalmente o acesso às reuniões, mas o vereador Marcelo Bussiki interviu e pediu para que apenas as oitivas fossem restritas. A Comissão vai se reunir duas vezes na semana, na quarta-feira e sexta-feira. Uma das reuniões será fechada, enquanto na outra será aberta à população e imprensa. 

 

“Eu sempre defendi, como continuo defendendo, que as reuniões e oitivas sejam abertas ao menos à imprensa, mas fui voto vencido. Contudo, decidimos que, uma vez deliberado sobre as decisões internas ou mesmo os depoimentos colhidos, tudo será publicizado nessas reuniões extraordinárias”, afirmou o presidente Marcelo Bussiki. 

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