Quarta-Feira, 29 de Novembro de 2017, 10h:10

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Reunião da CPI do Paletó será na próxima quarta e presidente defende legalidade

Por: FELIPE LEONEL

A primeira reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, que tem como objetivo investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), deve acontecer na próxima quarta-feira (6). Segundo o presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), o presidente da Casa, Justino Malheiros (PV), deve remanejar três servidores para auxiliar os trabalhos.

 

Divulgação

MARCELO BUSSKI

 

"Nessa primeira sessão vai ser apresentado o plano de trabalho, no qual vai estar descrito todas as oitivas que podem ser realizadas e requisição de documentos direcionados a determinados órgãos públicos, além de possíveis diligências", descreveu Bussiki, em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta quarta-feira (29). 

 

Segundo Bussiki, mesmo com o plano de trabalho definido, no decorrer da investigação, podem ocorrer mudanças e desdobramentos com as informações apuradas durante as oitivas. De acordo com o vereador, até o momento, foi realizada apenas uma reunião interna com o presidente Justino Malheiros, para solicitar a ajuda de servidores efetivos da Casa. 

 

A CPI tem como objeto a ser investigado o vídeo em que Emanuel Pinheiro aparece recebendo maços de dinheiro quando era deputado estadual, além do áudio encontrado pela Polícia Federal, durante busca e apreensão na residência do chefe do Executivo Municipal. O áudio foi gravado pelo ex-secretário de Estado, Alan Zanatta com o delator Silvio Cezar Correa. 

 

O presidente da CPI do Paletó defendeu a legalidade da investigação. "A questão aconteceu quando era deputado, mas o fato veio a público somente agora. Então era um fato desconhecido de toda a cidade, então pode, sim, ser investigado", afirmou Marcelo Bussiki. "Tanto que a gente teve aval de 20 vereadores. Muitos da base foram signatários do requerimento", justificou. 

 

Além do presidente Marcelo Bussiki, a CPI é composta pelos vereadores Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV), relator e membro, respectivamente. Uma das primeiras ações da investigação deve ser solicitar informações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os pagamentos de propina pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) a deputados estaduais.

 

Somado a isso, Silval Barbosa também deve ser convocado para prestar depoimento, além do ex-chefe de gabinete dele, o delator Silvio Cezar Correa. Silvio é a pessoa que entrega os maços de dinheiro aos deputados estaduais e gravou os vídeos entregues na delação firmada junto a Procuradoria-Geral da República (PGR). 

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