Domingo, 03 de Dezembro de 2017, 07h:30

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Relator quer reuniões fechadas à imprensa e população; Bussiki diz que é "censura"

Por: FELIPE LEONEL

O vereado Adevair Cabral (PSDB), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, defende que as reuniões da comissão ocorram de portas fechadas. A CPI investiga o vídeo em que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), aparece enchendo os bolsos do paletó com maços de dinheiro, quando era deputado estadual. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

adevair cabral

 

A primeira reunião da CPI do Paletó deve acontecer na próxima quarta-feira (6). A Procuradoria Legislativa da Câmara de Vereadores de Cuiabá deve emitir um parecer jurídico sobre assunto nesta sexta-feira.

 

"Eu acredito que estamos fazendo uma investigação, na investigação a gente apresenta o resultado no final. Se a gente abrir ela a população e para a imprensa, durante o questionamento o depoente pode ficar constrangido e não querer falar nada", afirmou o vereador, em entrevista à Rádio Capital FM, na manhã desta sexta-feira (1). "

 

"As pessoas vão querer também bater boca com a pessoa que a aparecer na CPI, xingar a pessoa que está lá para depor. A imprensa também vai querer perguntar, fazer alguma pergunta", completou o vereador. 

 

A CPI do Paletó também investiga a busca e apreensão feita pela Polícia Federal na residência de Emanuel Pinheiro, quando foi encontrado um áudio gravado pelo ex-secretário de Estado, Alan Zanatta com o delator Silvio Cezar Correa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa.

 

O vereador Adevair Cabral foi nomeado relator da comissão à contragosto da oposição, pois assinou o requerimento para instaurar a investigação após ser protocolado na Câmara de Cuiabá, com as nove assinaturas necessárias. A oposição chegou a reclamar de uma suposta manobra da base do prefeito Emanuel, mas recuou de entrar na Justiça contra a nomeação.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

marcelo bussiki

 

Já o presidente da CPI do Paletó, vereador Marcelo Bussiki (PSB), se posicionou contrário à realização de sessões fechadas. Para ele, o ato pode ser considerado como “censura” e vai contra o regimento interno da Casa, além de ser uma “questão normal” da Câmara realizar as sessões de Comissões de Investigação de portas abertas.   

 

“Qualquer ato que possa fechar a sessão, fere o princípio da publicidade, da transparência e pode ser considerado um ato de censura. Eu me posicionei que a sessão tem deve ser aberta. O regimento interno diz que as sessões são abertas, as secretas são listadas no próprio regimento interno da Câmara”, afirmou Bussiki. 

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1 Comentários

Carlos Nunes - 03/12/2017

Ih! Negócio de portas fechadas não é bom pra ninguém...ou é? Claro que não. Já fica suspeito pra burro; nós, os eleitores, os verdadeiros donos do Poder através do voto, já ficamos é com a pulga atrás da orelha, pensando: o que tão tramando? É bom esperar também todos os canais de TV, Globo, Band, Record, SBT, na RETROSPECTIVA 2017 - um dos programas mais vistos, mostrarem de novo as mesmas pegadinhas do Silval, com os caras pegando pacotes de dinheiro. Quem não viu ainda, vai ver...quem nem sabia da estória, vai saber. Vai ver em Cuiabá só? Vai ver é no mundo inteiro, a Record, por exemplo, passa no mundo inteiro. Pois é, a gente vai assistir tudo de novo, e não sabe se vai rir ou vai chorar. Se não fosse trágico, seria cômico. Falta sempre dinheiro pra Saúde, mas sobra pra encher os bolsos? Dá pra entender isso?

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