Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, 14h:10

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Reforma administrativa e FEEF devem ser apresentados em conjunto

Por: FELIPE LEONEL

O Governo do Estado deverá apresentar a reforma administrativa em conjunto com o Fundo Emergencial de Estabilização Fiscal (FEEF). A data para encaminhar os textos para a Assembleia Legislativa ainda não foi definida e o Estado prepara três modelos de reforma administrativa. Segundo o secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi, um modelo será mais "impactante, outro duro e a outro moderado". 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

max russi

 Secretário Max Russi, secretário da Casa Civil de MT

"Ainda não está fechado, vai ser apresentada junto com o Fundo. Tem três modelos de reforma, uma mais dura, mais impactante, outra mais moderada, pois entende que alguns órgãos e secretarias não podem ser extintas. O governo vai fazer a análise junto aos deputados para apresentar junto com o Fundo", afirmou Max Russi em entrevista coletiva, no ato político do Solidariedade.

 

De acordo com Russi, o Fundo Emergencial deverá arrecadar até o final do ano cerca de R$ 300 milhões e será utilizado para pagar o passivo do Estado com os Poderes e órgãos independentes, além de dívidas com a Saúde e demais fornecedores. O valor aproximado da dívida do Estado é de R$ 700 milhões. O governo espera alinhar os dois projetos para conseguir pagar a dívida. 

 

"Tem que concluir [o mandato] com tudo pago. Esse é o último ano de gestão. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige isso e, por isso, é uma preocupação maior do Governo nesse sentido. Precisa adequar essas finanças, primeiro para não ter esses atrasos e evitar desgastes para o governo e também para fechar as contas ao final do ano", afirmou o secretário. 

 

Os projetos devem ser encaminhados para a AL pelo futuro secretário, Júlio Modesto, pois Russi volta para a Assembleia Legislativa na próxima terça-feira (20). Ainda de acordo com o chefe da Casa Civil, em 2018, o Estado está em situação fiscal melhor em comparação com os três anos anteriores. Ainda não  foi apresentado nada de "concreto" aos secretários. 

 

"Em 2018, nós já conseguimos algo interessante. Equilibramos despesas e receitas. Então, nós temos nesse ano, uma situação financeira talvez melhor dos últimos quatro anos. Agora temos um problema, que é o passivo, dívidas na Saúde, dívida com imprensa, dívida com fornecedores. Esse passivo está contaminando as contas de 2018", finalizou o secretário. 

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