Quarta-Feira, 13 de Junho de 2018, 15h:50

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Quero fazer campanha sem criar desvio ético, diz Mauro Mendes

Por: MICHELY FIGUEIREDO

Trabalhando para viabilizar sua candidatura ao Governo de Mato Grosso, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM), não esconde que um dos principais impasses é a questão financeira. Com a mudança da legislação eleitoral, que proibiu a doação de empresas para o processo eleitoral, a maneira de se fazer política também passou por modificações, forçando o enxugamento de gastos. Mendes afirma que se for para a disputa, pretende assumir o projeto com responsabilidade, utilizando exatamente os montantes estipulados pela Justiça Eleitoral.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

mauro mendes

 Mauro Mendes

Conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral, um candidato a governador em Mato Grosso poderá gastar R$ 5,6 milhões no pleito.


"Hoje uma campanha tem diversos elementos para que você possa cumprir com compromissos, com agenda eleitoral, com os programas gravados, tudo isso demanda custo, investimento. Quero fazer uma campanha com responsabilidade, dentro do limite da legalidade, sem caixa 2. Que as pessoas possam cooperar e saber de onde virão os recursos, dentro do limite da lei. Quero sair sem dívida, sem criar comprometimento, sem criar desvio ético em qualquer gestão. Isso já aconteceu em Mato Grosso e no Brasil. Vimos num passado distante e recente o problema que esses desvios causaram", declarou em entrevista à Rádio Capital FM. 


Mauro Mendes deu sinal verde, na última segunda-feira (11), para que o Democratas trabalhe pela construção da candidatura dele ao governo. O aval foi dado depois de conhecer o resultado da pesquisa de opinião, encomendada pela Nacional do Partido, e que teria mostrado a liderança de Mendes no processo. Apesar disso, Mendes não se considera pré-candidato, uma que vez ainda pode recuar do projeto. Segundo o democrata, quando assumiu uma pré-candidatura, ela se tornará irreversível.


A questão financeira seria o "Calcanhar de Aquiles" de Mauro Mendes, uma vez que em todas as campanhas que disputou, acabou desembolsando altos valores próprios para viabilizar os projetos.


Além das retiradas, a ausência de Mauro Mendes no comando dos negócios, no período em que esteve prefeito de Cuiabá, levou o Gupo Bipar - de sua propriedade - a entrar em recuperação judicial. Mendes afirma que no momento a saúde financeira de seus negócios está praticamente normalizada.  "Depois que deixei a prefeitura, voltei às empresas. A recuperação vai  bem. Estamos cumprindo os compromisso em dia com fornecedores. Apesar da crise, conseguimos recuperar, colocar compromissos em dia. Ainda não finalizamos, mas estamos cumprindo com o pactuado. Hoje a empresa está muito melhor do que encontramos em 2016. Estamos caminhando a passos largos para recuperar plenamente".


"Não quero debater Taques, quero debater MT"


Questionado sobre a reação do governador Pedro Taques (PSDB) - que disse que agora não iria mais apanhar sozinho - quando soube da sua disposição de Mendes em disputar o governo, o ex-prefeito disse que uma eventual candidatura não será destinada a debater Pedro Taques.


"Não quero mal a ele, não desejo mal a ele, mas gosto muito mais de Mato Grosso do que de qualquer eventual candidato que tenha apoiado e que não tenho compromisso de apoiar eternamente. Não quero debater Pedro Taques, quero debater Mato Grosso, seus problemas e alternativas".


Mendes reiterou que ele e mais um grupo de pessoas e partidos entendem que Mato Grosso precisa trabalhar uma nova alternativa, até porque a situação na qual o estado se encontra é "delicada". "O estado deve aos Poderes, os hospitais, as municípios, deve meses de atraso com centenas de fornecedores. Há uma desorganização e uma dificuldade financeira construída nos últimos anos".


O ex-gestor lembra que Taques não recebeu o estado desta maneira em 2014. "Não foi assim que começou a administração. Culpar a crise, o passado, não é mais a estratégia adequada. A crise foi acentuada em 2014 e 2015, mas em 2016 ela começou a melhorar e em 2017 já voltou a geração de emprego, os sinais de crescimento. Cada um tem que fazer a sua lição de casa", disparou.


"Não posso deixar de dizer que Mato Grosso tem crise entre receita e despesa. Por que aconteceu? nNão dá para falar só da crise, tem que falar das causas dela. A receita cresceu 28% de 2014 a 2017. A despesa cresceu muito mais. Não ha dinheiro que dê se gasta mal, se perde o controle do gasto", asseverou. 

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