Sexta-Feira, 29 de Setembro de 2017, 11h:00

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Por insinuar compra de votos, vereador pode ser cassado na Câmara de Cuiabá

Por: FELIPE LEONEL

O vereador Felipe Wellaton (PV) pode ser cassado pelos parlamentares da Câmara Municipal de Cuiabá, por supostamente ter quebrado o decoro parlamentar. Wellaton ingressou com uma ação na Justiça questionando o repasse de R$ 6,7 milhões para a Casa de Leis, logo após terem "enterrado" a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que iria investigar o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB).

 

Alan Cosme/HiperNoticias

felipe wellaton

 

Na ação, Wellaton insinua que a suplementação seria uma forma de "comprar" o apoio dos vereadores que votaram contra a CPI do Paletó. A CPI iria investigar o vídeo em que Pinheiro aparece enchendo os bolsos com maços de dinheiro. A verba era entregue pelo ex-chefe de gabinete do ex-governador do Estado, Silval Barbosa (PMDB), Silvio Correa e o vídeo anexado na delação premiada do político. 

 

Apesar dos vereadores da situação negarem que vão apresentar um pedido de cassação na Comissão de Ética na Câmara, conversas de bastidores apontam que a possibilidade existe. Para o vereador Renivaldo Nascimento (PSDB), vice-presidente da Casa, a Câmara não teria legitimidade para investigar um fato que ocorreu na Assembleia Legislativa, quando Pinheiro era deputado estadual. 

 

Renivaldo negou que vai entrar com pedido de cassação. "Toda ação gera uma reação. Todo ato tem consequência. O vereador Felipe Wellaton é sabedor que essa suplementação é devida para a Câmara Municipal de Cuiabá. Se uma pessoa de fora duvidar pela forma  e pelo momento, tudo bem, mas lá dentro, ele é sabedor. Ele infelizmente criou uma situação de mal estar", disse Renivaldo. 

 

Na ação, além de pedir a suspensão do repasse, Wellaton pedia o afastamento de Emanuel Pinheiro da Prefeitura de Cuiabá. O pedido de suspensão do repasse foi acatado pelo juiz da Vara de Ação Cível Pública e Ação Popular de Cuiabá, Luis Aparecido Bertolucci Junior. Porém, negou o afastamento de Pinheiro. "Essa ação eu posso classificá-la como não séria, de politicagem", finalizou Renivaldo.

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