Sexta-Feira, 06 de Outubro de 2017, 14h:23

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Polícia Federal vai realizar perícia em celular de ex-secretário Paulo Taques

Por: RENAN MARCEL

A Polícia Federal vai realizar uma nova perícia no celular do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, para verificar se tem fundamento as suspeitas de que as mensagens do advogado foram apagadas do equipamento.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

paulo taques/operação esdras

 

O celular foi apreendido quando Paulo Taques foi preso pela primeira vez, em 4 de agosto, e levado para a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo apurou o HiperNotícias, diversos arquivos podem ter sido apagados do aparelho.

 

As suspeitas motivaram o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a pedir auxílio da PF, em um ofício endereçado ao ministro da Justiça, Torquato Lorena Jardim.

 

O pedido foi deferido e, em resposta a Perri, o diretor-geral da PF em Mato Grosso, Maurício Leite Valeixo, garantiu apoio nas perícias de todos os objetos apreendidos nas investigações relativas aos grampos telefônicos ilegais.

 

"Informo que a PF poderá prestar o apoio necessário na realização de perícias criminais referentes às investigações presididas por Vossa Excelência quanto a possíveis interceptações telefônicas ilegais ocorrida no Estado de Mato Grosso", diz trecho do ofício assinado por Valeixo, no último dia 29.

 

“Quanto ao pedido constante no Ofício n. 28/2017/GAB, solicito a Vossa Excelência que remeta o equipamento à SR/PF/MT para que a perícia criminal possa adotar as providências necessárias para tentar extrair os dados do equipamento mencionado”.

 

DEVOLUÇÃO NEGADA

 

Após ser liberado da primeira prisão, Paulo Taques ingressou com um mandado de segurança Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo a devolução do celular apreendido. O pedido foi negado pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

 

SEGUNDA PRISÃO

 

 

Paulo Taques foi preso pela segunda vez em 27 de setembro, durante a Operação Esdras, que revelou uma tentativa de embaraçar as investigações relativas aos grampos telefônicos. Na decisão, o desembargador Orlando Perri afirma que, até o momento, o ex-secretário da Casa Civil seria o maior beneficiário do esquema de espionagem ilegal. 

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