Quinta-Feira, 17 de Agosto de 2017, 16h:51

Tamanho do texto A - A+

Pode fechar, mas no dia seguinte medidas judiciais vão fazer abrir , afirma Maluf

Por: FELIPE LEONEL

O deputado e primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (AL), Guilherme Maluf (PSDB), afirmou que se os hospitais filantrópicos fecharem as portas, no dia seguinte, medidas judiciais poderão ser tomadas para obrigarem as unidades abrirem. 

 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

guilherme maluf

Deputado Guilherme Maluf

"Eu acho que não fecha. Pode ficar um dia fechado, no dia seguinte, medidas judiciais vão fazer eles abrirem", disse Maluf, na tarde desta quinta-feira (17), em coletiva à imprensa. 

 

 

Os filantrópicos estão ameaçando fechar as portas, nesta sexta-feira (18), por falta de recursos financeiros. Eles cobram uma suposta divida de  R$ 12 milhões junto Governo do Estado, que não concede a "ajuda financeira" aos hospitais, desde o mês de fevereiro.

 

 

Para o parlamentar, Mato Grosso não pode ficar sem os filantrópicos, pois não há quem faça a prestação de serviços de alta complexidade. Segundo Maluf, 90% dos procedimentos de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS), são os filantrópicos que fazem. 

 

 

"Pontualmente, com algumas liminares, os hospitais particulares fazem, mas nem que quisesse mandar os privados fazerem o serviço não tem vaga, os hospitais particulares estão no limite da sua ocupação", esclareceu. 

 

 

O governo deve se reunir, no início da noite desta quinta, com os filantrópicos para apresentar uma solução. Guilherme Maluf, entretanto, disse que "não está muito animado" e vê com "dificuldade se vão aceitar ou não".

 

 

Maluf garantiu também não é obrigação do Estado de realizar repasses para os hospitais filantrópicos. "Não tem nenhuma obrigação contratual, não tem, a contratualização que está feita com o município está sendo cumprida", frisou. 

 

 

Diante da crise dos filantrópicos, no final de 2016, os hospitais pediram uma ajuda de custeio ao ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), que intercedeu junto ao governador. 

 

 

Naquela oportunidade o governador, então, concordou em repassar R$ 7,5 milhões aos filantrópicos, dividido em três parcelas, nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Os hospitais, agora, afirmam que o Estado deve os meses em que ficou sem repassar a ajuda.

Avalie esta matéria: Gostei | Não gostei

Leia mais sobre este assunto