Terça-Feira, 06 de Novembro de 2018, 11h:34

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Maluf faz balanço de campanha e diz que faltou integração de Taques e Leitão

Por: LEONARDO HEITOR

O deputado estadual reeleito, Guilherme Maluf (PSDB), em entrevista à rádio Capital, nesta terça-feira (6), fez um balanço do desempenho do partido nas últimas eleições e apontou erros que a sigla cometeu. Os tucanos, que tinham o governador do Estado, um deputado federal e três estaduais, terão em 2019 apenas dois representantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Entre os motivos apontados pelo parlamentar, por exemplo, estão a falta de integração entre o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) e o governador Pedro Taques (PSDB), além de falhas na formação das chapas proporcionais. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

guilherme maluf

 

Entre as principais perdas estão a derrota de Pedro Taques, que tentou a reeleição ao Governo do Estado, e de Nilson Leitão, que deixou a Câmara dos Deputados para tentar uma vaga no Senado Federal, mas acabou na quinta colocação. Para Maluf, o partido não formou a chapa para as candidaturas proporcionais da melhor forma possível.

 

"Eram três deputados no parlamento estadual e não reelegemos todos. O PSDB não tomou muito cuidado na formação de sua chapa e perdemos também o nosso deputado federal, quando tínhamos a expectativa de fazer até dois. Também tínhamos dois pré-candidatos a deputado federal e um foi ser vice de Pedro Taques e o outro foi ser suplente do Leitão. Isso enfraqueceu muito a chapa", admitiu.

 

Para Maluf, a tentativa de Nilson Leitão de buscar uma vaga para o Senado, após ter sido o deputado federal mais votado em 2014, não foi uma estratégia errada. O tucano era apontado como um dos favoritos, caso tentasse a reeleição à Câmara dos Deputados, mas acabou ficando sem cargo a partir de fevereiro de 2019.

 

"Acho que o Nilson acertou, mas penso que ele não se integrou em um projeto com o governador e saiu cada um para um lado, fazendo sua campanha e não houve uma integração. Isso dificultou muito", analisou. 

 

O deputado estadual também creditou o resultado ruim nas eleições ao momento político em que o país vive. Segundo ele, outros partidos também tiveram dificuldades no último pleito. Na ALMT, por exemplo, dos 24 parlamentares, apenas 10 se reelegeram. Na Câmara dos Deputados, somente Carlos Bezerra voltará ao cargo em fevereiro de 2019.

 

"O desgaste foi uma nova avaliação da política por parte da sociedade. Não só o PSDB, mas todos os partidos políticos viveram uma eleição muito atípica. Foi um tempo muito curto e nunca tínhamos disputado uma eleição neste sentido. Vivemos uma conjuntura política nacional muito diferente com uma vontade de renovação muito grande", completou.

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