Terça-Feira, 18 de Abril de 2017, 14h:35

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“Maior desafio da democracia está no financiamento da campanha”, afirma presidente do TRE

Por: RAYANE ALVES

“Maior desafio da democracia está no financiamento da campanha”. Essa foi à afirmação do desembargador e presidente Márcio Vidal, empossado na segunda-feira (17) no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na manhã desta terça-feira (18), Vidal falou em entrevista coletiva sobre as prioridades da sua gestão, sendo que a primeira delas está baseada na ‘extirpação da corrupção’ política de Mato Grosso.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

desembargador marcio vidal

Na primeira entrevista, o desembargador comentou que a maior preocupação da democracia está no financiamento das campanhas, visto que esta tese já foi comprovada com os escândalos divulgados pela imprensa na Operação Lava Jato. 

 

“É uma tema sensível que nós precisamos aprofundar com estudo. E a sociedade não deve ficar de fora porque todos precisam se conscientizar de forma justa para que o processo político volte a ter crédito”, observou.

 

Segundo o presidente, a corrupção deve ser combatida porque lamentavelmente ela sempre ocorreu nas eleições e os eleitores precisam ter a convicção e exigir um “basta”. Mas, para isso as pessoas precisam querer mudanças e dias melhores.

 

Em sua argumentação Vidal explicou que os membros do TRE não têm condições de estarem em todos os locais, por isso, há uma necessidade de que todos os cidadãos se empenhem para denunciar os casos que tenham conhecimento.

 

“Também pensamos em trabalhar de uma forma preventiva e pedagógica. Não apenas junto ao eleitor como também com os partidos políticos para que eles tenham uma estrutura mínima de conhecimento para não cometer irregularidades, já que em alguns casos nós percebemos que a falha foi por falta de esclarecimentos e não por vontade própria”, detalhou.

 

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Alan Cosme/HiperNoticias

desembargador marcio vidal

Desembargador Marcos Vidal, novo presidente do TRE-MT

Conforme Vidal, os candidatos têm recursos públicos de duas formas, sendo ele pelo fundo partidário ou doações de pessoas físicas. Mas, mesmo assim ainda está tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF), qual seria a forma mais viável para evitar o “desmando que a população está assistindo”.

 

“É um absurdo pegar recursos destinados a Educação e a Segurança e investir na campanha. Não que o poder político não é importante, mas o eleitor precisa escolher o represente de forma justa sem que haja interferência do poder econômico”.

 

Um dos modelos discutido, por exemplo, para inibir o financiamento da campanha seria manter a forma que a legislação eleitoral define o dinheiro usado para a campanha política ou aumentar o valor que a pessoa física pode contribuir para determinado partido.

 

“O fato é que infelizmente essa situação já aconteceu na Itália, México e no Canadá. Só que em todos esses países os moradores simplesmente deram um basta e eu acredito que o Brasil está precisando disso. Pessoas conscientes na urna e que pedem a cada novo dia uma mudança radical no combate a corrupção”, finalizou.

 

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