Quarta-Feira, 19 de Abril de 2017, 14h:12

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Maggi diz que não deixará o ministério por conta da "confiança" que o setor produtivo tem em seu trabalho

Por: PABLO RODRIGO

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi (PP) admitiu que pensou em deixar o ministério logo após que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar as denúncias de dois ex-diretores da Odebrecht que suas delações afirmaram que Maggi teria recebido R$ 12 milhões em propina para a sua campanha de reeleição ao governo do Estado em 2006.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

blairo maggi

 O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) nega o recebimento de propina em 2006

"Pela minha simples vontade eu sairia. Ficar significa um enorme esforço íntimo. Não é fácil passar por uma acusação injusta", disse Blairo em resposta a revista Veja nesta terça-feira (18).

 

No entanto, o ministro diz que por conta da "confiança" que o setor produtivo deposita em sua gestão a frente do ministério, continuará no cargo de ministro.

 

"Mas tenho um setor inteiro que confia no meu tabalho e não pode ser mais afetado neste momento", disse lembrando-se da Operação Carne Fraca em março.

 

Blairo Maggi voltou a dizer que o depoimento do delator é "inconsistente e contradições em relação a mim", argumenta.

 

Blairo Maggi também diz que está levantando todas as informações da sua gestão na época para provar a inocência. “Estou no time dos políticos que querem ver este assunto esclarecido o mais rápido possível”.

 

Conforme pedido de abertura de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, Éder Moraes e o ex-presidente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Luiz Antônio Pagot, foram mediadores do acordo entre Blairo Maggi e Odebrecht. A denúncia foi feita pelo engenheiro da Odebrecht, Pedro Leão, em delação premiada.

 

O acordo firmado era para o pagamento de uma dívida do estado com a empreiteira pela execução da obra da MT-010, trecho entre Diamantino e São José do Rio Claro. Conforme o inquérito, as tratativas iniciaram em 2004 e foram conduzidas inicialmente por Pagot. Ele foi incumbido da tarefa pelo próprio governador. 

 

Já em 2006, Éder Moraes entrou na jogada e cobrou os R$ 12 milhões de propina sobre o pretexto de facilitar e garantir a regularidade dos pagamentos feitos pelo Estado à empresa. Segundo Pedro Leão, Éder afirmou que o dinheiro era para a campanha de Maggi e que o então governador e Pagot sabiam e autorizaram a negociata.

 

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