Segunda-Feira, 26 de Fevereiro de 2018, 16h:15

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Ex-primeira-dama e irmão de Silval prestam esclarecimentos à CGE

Por: FELIPE LEONEL

A ex-primeira-dama e ex-secretária de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso (Setas), Roseli Barbosa, prestou depoimento na tarde desta segunda-feira (26), à Controladoria Geral do Estado (GCE) para esclarecer pontos não elucidados pelo ex-governador Silval Barbosa (sem partido). Silval prestou depoimento à CGE no dia 18 de janeiro deste ano.

 

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Em seu depoimento, o ex-governador não soube detalhar como funcionava algumas partes dos esquemas criminosos e indicou para os controladores ouvirem sua esposa, Roseli Barbosa, sobre fraudes ocorridas no âmbito da Setas, entre 2010 e 2014. Além disso, prestaram depoimento o irmão de Silval, Antonio Barbosa, o Toninho e o filho de Silval Barbosa, Rodrigo Barbosa.

 

O processo dentro da CGE corre sob sigilo. Na saída, a ex-primeira-dama falou com a imprensa e afirmou que o seu conhecimento se resume à Setas e elucidou os pontos que estavam obscuros. O processo investiga envolvimento de mais de 100 empresas em um esquema de pagamento de propina ao ex-governador Silval.

 

“Está sob sigilo, eles têm algumas dúvidas e o que eu pude esclarecer, esclareci. O que eu podia contribuir, na realidade, eu já contribuí [na delação]. Tinha ficado realmente algumas dúvidas com eles, mas já foram esclarecidas”, afirmou Roseli, na saída da CGE, acompanhada de seu advogado Leo Catalá.

 

O filho do casal, Rodrigo Barbosa, saiu por volta das 15h30 e disse que não poderia comentar o assunto, pois está sob sigilo. “O processo se refere a questões administrativas, a gente não pode dar muitos detalhes, pois tem o sigilo. Eu posso adiantar é que tudo que foi dito já está no acordo de colaboração”, afirmou Rodrigo.

 

De acordo com Toninho Barbosa, irmão de Silval, todos os questionamentos levantados pelos controladores também já estão na delação premiada. A delação foi firmada junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que classificou o acordo como “monstruoso”. 

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