Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017, 10h:26

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"Eu sou favorável à liberação do Gilmar", afirma Guilherme Maluf

Por: FELIPE LEONEL

O deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), primeiro secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, afirmou que é favorável a soltura do deputado Gilmar Fabris (PSD). Segundo a decisão, que levou Gilmar à prisão, assinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o parlamentar estaria obstruindo a Justiça na Operação Malebolge da Polícia Federal. 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

guilherme maluf

 

Fabris teria saído de seu apartamento momentos antes da Polícia Federal chegar para cumprir mandados de busca e apreensão. Ele teria carregado consigo uma mala preta onde estariam documentos, possivelmente incriminadores. 

 

"Nesse caso específico, ele não estava fugindo. É muita imaginação você pensar em fugir da Polícia Federal em 2017. O Gilmar é uma pessoa muito inteligente, ele não faria isso", afirmou Maluf, em entrevista na Assembleia Legislativa, na manhã dessa quarta-feira (20). 

 

Maluf ressaltou, entretanto, que o ministro teve "bom senso enorme" nas decisões de busca e apreensão, não determinando a prisão de nenhum envolvido. Para Maluf, Fabris não teria nenhum motivo para empreender fuga. "Eu não acredito que o Gilmar fez uma ação como essa, de querer fugir da Federal. Na minha cabeça, eu não entendo", disse. 

 

Após a prisão de Fabris, levantou-se uma discussão se a Casa de Leis poderia votar uma ratificação ou retificação a decisão de Fux. A notícia chegou até o STF, que logo notificou a Assembleia afirmando que há jurisprudência nos tribunais superiores, que impedem os parlamentares de reformarem uma decisão da mais alta corte do País. 

 

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa estaria contratando uma banca de renomados advogados para emitir um parecer jurídico para contrapor a decisão de Fux. O ministro teria desconsiderado o artigo 53, parágrafo segundo da Constituição Federal, que afirma que os autos devem ser remetidos para a "Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria dos seus membros, resolva sobre a prisão". 

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