Sexta-Feira, 21 de Abril de 2017, 14h:03

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Eu seria o último governador a me intrometer no trabalho da Assembleia Legislativa, diz Taques

Por: RENAN MARCEL

“Eu seria o último governador a querer me imiscuir no trabalho e na independência da Assembleia Legislativa”. Foi com essas palavras que o governador Pedro Taques (PSDB) comentou a polêmica criada na última semana sobre o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo de 2014.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

pedro taques

 

“CPI é muito importante e tem que investigar mesmo. Então, tem que aprovar o que precisa ser aprovado lá”, completou nessa quinta-feira (20) ao ser questionado pela imprensa.

 

Na ocasião, Taques lembrou que o próprio governo fez uma auditoria nas obras da Copa e encaminhou o resultado para os órgãos de controle e a Justiça federal. E não perdeu a oportunidade de lembrar que as irregularidades são da gestão passada. “Que bom que [A Assembleia] está investigando né!? Porque se tivesse feito no passado estaria bem melhor”, disparou.

 

As declarações veem em resposta às críticas feitas por diversos parlamentares de que o governo estadual estaria tentando “patrolar” a Assembleia ao propor mudanças no relatório final da CPI.

 

Toda a polêmica começou com o anúncio do retorno do deputado Wilson Santos (PSDB) para o Legislativo, com o objetivo de retirar recomendações da CPI, que constam no relatório e são prejudiciais ao consórcio responsável pela implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.

 

O governador ainda justificou a decisão do governo de continuar com o consórcio. “Nós temos aqui o princípio da economicidade que deve ser levado em conta. Se formos fazer uma nova licitação, o valor vai bater em quase R$ 2 bilhões de reais. Com o consórcio atual, fica em quase metade do preço. Os princípios do artigo 37 é que devem ser respeitados. É isso que nós estamos buscando”, finalizou.

 

A CPI havia sugerido a paralisação das obras do modal e, em caso de insistência na continuidade, que o contrato com o consórcio responsável pela implantação do modal fosse rescindido, obrigando a contratação de outras empresas.

 

O relatório final, com mais de 29 mil páginas, foi concluído em setembro do ano passado, após mais de um ano de investigação da CPI, que teve custo de quase R$ 3 milhões para a Assembleia Legislativa. O documento já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e deverá entrar em votação na próxima semana.

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