Sexta-Feira, 27 de Abril de 2018, 14h:24

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“Esperava do Taques um governo melhor”, diz Lúdio

Por: FELIPE LEONEL

O ex-vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), pré-candidato a deputado estadual nestas eleições, afirmou ter se surpreendido negativamente com o governo Pedro Taques (PSDB). Cabral disputou o cargo com Taques em 2014, quando conseguiu alcançar mais de 470 mil votos. Pedro Taques, por outro lado, recebeu mais de 830 mil votos e venceu ainda no primeiro turno.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

ludio cabral

 

“Até eu, como adversário dele na eleição, esperava um governo melhor. Me surpreendi com o quanto ele conseguiu fazer um governo ruim, com a mentalidade policialesca trazida por ele do Ministério Público Federal”, afirmou Lúdio Cabral em entrevista ao HiperNotícias.

 

Segundo o ex-vereador, Taques travou o andamento das políticas públicas, além disso implantou uma modalidade de perseguição “evidenciado na grampolândia pantaneira”. Ainda de acordo com ele, o governador se perdeu em meio aos discursos de combate à corrupção e, teria deixado em segundo plano, o fortalecimento das instituições.

 

“Discurso apenas não basta, é preciso fortalecer as instituições para que a corrupção seja combatida de forma permanente no nosso País. Aqui no Estado, a população carece muito em áreas essenciais. A Saúde, por exemplo, é o setor mais evidente e exatamente por isso, a avaliação do governo é bastante negativa”, comentou.  

 

Lúdio já havia disputado a Prefeitura de Cuiabá em 2012, quando perdeu para o ex-prefeito Mauro Mendes (DEM). Ele recebeu cerca de 140 mil votos. De acordo com o ex-parlamentar, a eleição para governador foi um pedido do partido para fazer palanque para a reeleição da presidente Dilmar Rousseff (PT).

 

Após a eleição vitoriosa de Dilma, começou-se um “boicote” por parte do Congresso Nacional à presidente, dando origem ao processo de impeachment de Rousseff. Pedro Taques foi o primeiro governador a apoiar publicamente o impeachment de Rousseff. Hoje, Taques vive o mesmo dilema. A diferença é que ele possui apoio quase irrestrito da Assembleia Legislativa.

 

“Se fosse aplicado a ele, o mesmo critério aplicado por ele à Dilma, ele já não seria mais governador. Infelizmente, ele tem um controle político muito forte sobre a Assembleia Legislativa. A oposição não consegue levar adiante, apesar de se esforçar muito. Ele tem ampla maioria no Parlamento Estadual”, concluiu Cabral.

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