Quarta-Feira, 19 de Abril de 2017, 08h:01

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Emails e planilhas detalham pagamentos da Odebrecht a políticos de Mato Grosso

Por: PABLO RODRIGO

Documentos com detalhes do suposto pagamento de propina feitos por ex-diretores da Odebrecht para membros do governo Blairo Maggi em 2006, foram espalhados pelas redes sociais nesta terça-feira (18).

 

Divulgação

planilha Blairo 3

 

Emails e planilhas detalham os repasses ao ex-secretário de Fazenda (Sefaz), Edmilson dos Santos, o procurador do Estado João Virgílio Nascimento Sobrinho e ao procurador aposentado Francisco Lima Filho, o “Chico Lima”.

 

De acordo com os documentos aparecem o valor de R$ 12 milhões para o atual ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), R$ 330 mil para Chico Lima, R$ 330 mil a João Virgílio e R$ 330 mil para Edmilson Santos. No email, os Mato-Grossenses são identificados pelos seus respectivos "apelidos".  “Caldo” se refere a Blairo Maggi, “Cofrinho” é Edmilson dos Santos, “Careca” é João Virgílio e “Manhoso” é Chico Lima.

 

Em um dos emails mostra o diálogo entre o delator Pedro Leão e uma funcionária da Odebrecht chamada Vera Lúcia, onde tratam dos pagamentos feitos a Blairo Maggi. “Conforme conversa por telefone, já passei para o Dr. Ubiraci, a ordem de Caldo no valor de R$ 610.000,00 para que ele possa fazer devida retificação de R$ 610.000,00 PARA R$ 600.100,00, pois este saldo de R$ 10.000,00 será solicitado ou acrescido no próximo pedido”, diz o email.

 

Outro email mostra a conversa entre Pedro Leão e Ubiraci  onde o teor do assunto é: “recebíveis MT”, referência a valores que a empreiteira tinha a receber do Estado por obras realizadas. O teor dos das mensagens mostra ordens de pagamentos aos agentes públicos de Mato Grosso e os valores liberados pela Odebrecht, além de datas em que os valores foram repassados.

 

O ministro Blairo Maggi (PP) nega ter recebido propina da Odebrecht para a sua campanha de reeleição ao governo do Estado. 

 

Já as delações Pedro Leão e João Antônio Pacífico, acusam que Blairo teria recebido R4 12 milhões após cobrança de propina intermediadas pelos ex-secretários Eder Moraes e Luiz Antônio Pagot. Ambos negam as acusações.

 

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