Domingo, 03 de Dezembro de 2017, 12h:00

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Eleição de Alckmin para presidente do PSDB pode apaziguar crise da sigla em MT

Por: FELIPE LEONEL

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou ser natural as divergências entre ele e o deputado federal e ex-presidente regional do PSDB, Nilson Leitão. O govenador estaria avaliando, inclusive, sair da agremiação, mas vai conversar sobre o assunto com o futuro presidente nacional da sigla, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

 

 

Marcos Lopes/HiperNotícias

Pedro Taques/convenção/PSDB/Nilson Leitão

 

O clima entre os dois políticos de Mato Grosso teria ficado abalado após o PSDB aprovar o nome de Leitão para concorrer ao Senado Federal. Somado a isso, o partido fez incisivas críticas na área da Saúde. O deputado federal chegou a afirmar que “não é possível que o governador não saiba ouvir críticas”.

 

O descontentamento de Taques seria porque é incomum um partido lançar duas candidaturas à majoritária, senado e governo. Com a aprovação do nome de Leitão para o Senado Federal, ficaria difícil a composição de chapas e contemplar Taques com a candidatura a reeleição.

 

“Respeito o Nilson Leitão, é um grande nome do partido e já estava lá antes de eu chegar no PSDB, mas é natural termos divergências”, afirmou o governador, em entrevista à Rádio Jovem Pan, na manhã desta quinta-feira (30). “Eu já te tive uma conversa com o Alckmin e vamos conversar sobre o PSDB no Estado de Mato Grosso”, completou.

 

Pedro Taques, entretanto, não afirmou se sai ou não do PSDB. O atual presidente dos tucanos em Mato Grosso, o ex-vereador Paulo Borges Junior, tentou apaziguar o clima após ser empossado como presidente. Para Borges, as críticas de Leitão são naturais e fazem parte da atribuição de deputado federal.

 

"Estamos conversando com Taques, com o Nilson Leitão, e estamos numa fase mais tranquila, mais amena. Houve mais ruído que o necessário. Para apaziguar os ânimos, muita conversa e muito diálogo", declarou Borges. “É legítimo estar falando como deputado, uma vez que não tem mais a missão como presidente do partido”, complementou.

 

Eleição Nacional

 

O racha no “ninho tucano” deve ser soldado com a eleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O partido estava dividido entre o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador de Goiás, Marconi Perillo. A maioria do diretório de Mato Grosso deveria votar no governador de Goiás, mas um grupo de deputados defendeu a eleição de Alckmin para selar a crise.

 

 

Alckmin também é pré-candidato à Presidência da República. “Dia 9 terá uma convenção nacional em Brasília. O Alckmin fez um acordo nacional para unidade do partido, eu apoiaria o Perillo, mas o Alckmin fez esse grande acordo e deve ser escolhido presidente nacional”, finalizou Pedro Taques. 

 

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