Sexta-Feira, 15 de Março de 2019, 18h:06

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Deputado Valtenir Pereira e Prefeito Emanuel Pinheiro se acusam de "roubo"

Por: LEONARDO HEITOR

Colegas de partido no MDB e pré-candidatos à Prefeitura de Cuiabá, o deputado federal Valtenir Pereira e o atual chefe do Executivo municipal, Emanuel Pinheiro, acusaram publicamente um ao outro de “roubo”. Os dois entraram em rota de colisão após o parlamentar anunciar suas pretensões de disputar o cargo que hoje pertence ao colega de partido.

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Recentemente, Valtenir acusou Emanuel de ter “roubado” R$ 12,4 milhões relativos a uma emenda feita pela bancada federal de Mato Grosso no Congresso Nacional. O montante, segundo o deputado federal, deveria ter sido repassado para a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. O prefeito teria repassado os valores para o novo Pronto-Socorro.

Emanuel rebateu as acusações, durante uma coletiva realizada na manhã desta sexta-feira, insinuando inclusive que as afirmações de Valtenir se devem ao fato de que o parlamentar não teria conseguido fazer ‘esquemas’ na administração municipal.

“De roubo o Valtenir entende bem. Se tem uma coisa que ele entende é de roubo, de crime. Não vou baixar o nível com uma coisa tão pequena, tão varejista, cheia de ‘esqueminhas’. Ele não teve esquemas na Prefeitura e não vai ter. Isso é que deve ter gerado a revolta dele”, afirmou Emanuel.

Valtenir retrucou, apontando diversas acusações que envolveriam supostamente o prefeito de Cuiabá. O parlamentar afirmou que Emanuel Pinheiro teria “pós doutorado” em roubo e esquemas, citando casos em que seu rival foi citado, como o escândalo do paletó, onde o ex-deputado estadual foi flagrado em uma gravação, feita pelo ex-governador Silval Barbosa, recebendo dinheiro que seria de propina, segundo a acusação.

“Em matéria de esquema, esqueminha, roubo, o prefeito Emanuel Pinheiro é PHD. É professor. Ele terá que provar na Justiça. Agora, as falcatruas e malandragens dele são conhecidas de toda a população cuiabana, de Mato Grosso e do Brasil. Quem não se lembra do esquema das esmeraldas falsas, das notas frias na Assembleia Legislativa, do esquema dos estacionamentos rotativos, com valor acima de R$ 50 milhões, dos maços de dinheiro caindo do paletó, que o Ministério Público classificou como o maior escândalo de Mato Grosso?”, indagou Valtenir.

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