Quarta-Feira, 25 de Outubro de 2017, 15h:11

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Depois de 40 dias, Gilmar Fabris deixa o CCC e não fala com imprensa

Por: RENAN MARCEL/LUIS VINICIUS

O deputado Gilmar Gabris (PSD) acaba de deixar o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), onde estava preso desde o dia 15 de setembro, sob acusação de obstruir a Justiça. A soltura ocorre em virtude da votação realizada pela Assembleia Legislativa, na terça-feira (24), que revogou a prisão e o afastamento do cargo eletivo.

 

Alan Cosme - HiperNotícias

Gilmar Fabris

 

Ao sair, ele não quis falar com a imprensa. Gilmar Fabris deixou o CCC acompanhado do advogado Thiago Abreu e dos deputados Oscar Bezerra (PSB) e Mauro Savi (PSB), que levaram o alvará de soltura até o cárcere onde estava o parlamentar afastado.

 

Fabris foi alvo da 12ª fase da Operação Ararath, deflagrada no dia 14 de setembro e denominada Malebolge. No entanto, no dia do cumprimento do mandado de busca e apreensão, o parlamentar saiu de seu apartamento antes da chegada dos agentes federais. Vestindo pijama e chinelos, ele carregava uma mala, supostamente com documentos.

 

A atitude motivou o pedido de prisão, que foi atendido e decretado pelo ministro Luís Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).   

 

Durante 40 dias, os deputados estaduais seguiram a interpretação da Procuradoria do Legislativo e não adotaram medidas como a votação de uma resolução. Porém, a defesa de Fabris, patrocinada pelo advogado Zaid Arbid, conseguiu convencer os parlamentares de que a decisão de Fux permite que a Casa adote as “medidas cabíveis”, o que abre brecha para a votação.

 

Os deputados votaram o parecer da Comissão de Ética, favorável à liberação do deputado e ao retorno imediato ao cargo. A resolução foi publicada, nesta quarta-feira (25), no Diário Oficial Eletrônico e, segundo o texto, tem força de alvará de soltura.

 

“Atribui-se força executiva a essa Resolução, servindo como alvará de soltura ou qualquer outro instrumento que se fizer necessário para a liberação do deputado estadual”, diz trecho do documento. 

 

Credito: Alan Cosme/HiperNoticias
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Credito: Alan Cosme - HiperNotícias
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