Terça-Feira, 12 de Setembro de 2017, 16h:35

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CPI recebe sétima assinatura e vereadores esvaziam plenário da Câmara de Cuiabá

Por: DA REDAÇÃO

O requerimento para abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que tem como objetivo investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), flagrado em um vídeo recebendo suposta propina, obteve uma nova adesão. O sétimo a assinar o documento será o vereador Elizeu Nascimento (PSDC).
 
 
O parlamentar, que estava licenciado por 31 dias e retornou nesta terça-feira (12), iria assinar o documento durante sessão plenária desta manhã. No entanto, a sessão foi encerrada pelo presidente Justino Malheiros (PV), sob a alegação de falta de quórum. 
 
 

Alan Cosme/HiperNoticias

elizeu nascimento

 

“Eu não posso afirmar se [a suspensão] é boicote à minha decisão ou a outros fatores que estão ocorrendo dentro da Casa, tanto que estou voltando hoje. Em todo este momento estive silenciado aguardando meu posicionamento oficial”, afirmou o vereador em entrevista coletiva, na Câmara de Vereadores.
 
 
Com a suspensão da sessão, Elizeu deve assinar o documento na próxima sessão plenária, na quinta-feira (15). Com isso, faltarão somente duas assinaturas para que a CPI saia do papel. Para instalar a comissão, é necessário que o requerimento tenha nove assinaturas, independentemente de aprovação do plenário.
 
 
"Entendo que a CPI é um instrumento legal. Durante esse tempo que fiquei ausente, meu nome foi enlameado em algumas conversas, mas hoje estamos aqui de forma decisiva para assinar o pedido de CPI. Não é para condenar o prefeito, mas dar a oportunidade a ele, para que ela possa prestar suas explicações. Quem não deve, não teme”, disse.
 
 
CPI DO PALETÓ
 
 
O vereador Marcelo Bussiki (PSB), autor do pedido de CPI, reforçou que a comissão está baseada no Decreto Lei nº 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade de prefeito e vereadores. Dentre elas está a de atuar de modo incompatível com a dignidade do cargo que ocupa.
 
 
Uma vez aberta, a CPI vai apurar se há "quebra de decoro" no fato de o prefeito Emanuel aparecer em um vídeo  recebendo maços de dinheiro e colocando no paletó. O dinheiro seria referente a um "mensalinho" pago por Silval Barbosa (PMDB) para obter apoio de Emanuel enquanto deputado estadual. O vídeo faz parte da delação premiada do ex-governador, já homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. 
 
 
“Queremos que o prefeito se explique e essa será a oportunidade, porque ele passou mais de 15 dias sem falar nada após divulgação do vídeo e quando resolveu falar disse que tem provas e provas, mas não mostrou nenhuma. Estamos esperando”, afirmou.
 
 
Além de Bussiki, já assinaram o requerimento os vereadores Abílio Júnior (PSC), Joelson Amaral (PSC), Dilemário Alencar (PROS), Gilberto Figueiredo e Felipe Wellaton (PV). O vereador Diego Guimarães (PP), que está de licença, também estuda voltar ao parlamento para poder assinar o requerimento. 
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