Quarta-Feira, 28 de Fevereiro de 2018, 13h:45

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CPI do Paletó não aprecia requerimentos e vereador denuncia “operação abafa”

Por: FELIPE LEONEL

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, deixou de apreciar, na reunião ordinária da Comissão na manhã desta quarta-feira (28), requerimentos que solicitavam oitivas com o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, do irmão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), Marco Polo Pinheiro, mais conhecido como Popó e do "emissário" de Silvio Correa, o "Coxinha". 

 

Alan Cosme - HiperNotícias

CPI DO PALETÓ

 Vereador Dilemário Alencar

Os requerimentos serão apreciados após a oitiva do servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso, responsável por instalar a câmera que flagrou o prefeito Emanuel Pinheiro recebendo dinheiro de propina e colocando no paletó. O depoimento de Valdecir deverá ocorrer na próxima quarta-feira (7). O vereador Dilemário Alencar (Pros) reclamou da decisão de adiar a votação.

 

"Hoje, o tempo é inimigo da CPI. O prazo vence dia 27 de abril. Esse tempo é exíguo e não podemos aceitar qualquer movimento de uma operação 'abafa' nessa CPI. O prefeito tem ampla maioria na Câmara de Cuiabá, quando chegar no dia 27 de abril, será que a base do prefeito vai aceitar uma prorrogação dessa CPI? Fica essa interrogação", afirmou Dilemário. 

 

Na sexta-feira (2), a CPI vai deliberar os requerimentos apresentados em plenário nesta quarta, como do vereador Diego Guimarães (PP), que pediu a quebra de sigilo fiscal da empresa de Popó, Mark Pesquisas. Além disso, há requerimentos do vereador Abilio Brunini (PSC), solicitando "decisões mais sérias e céleres" na CPI. 

 

Alan Cosme - HiperNotícias

CPI DO PALETÓ

 Vereador Marcelo Bussiki

De acordo com o presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), o prazo até dia 27 de abril é "confortável". Além disso, a oitiva de Valdecir Cardoso poderia levantar a necessidade de realizar novos depoimentos, pois há cada depoimento "aparece um novo personagem". "Isso não vai prejudicar, nós podemos fazer sessões extraordinárias", disse Bussiki. 

 

Bussiki ainda disse estar tentando conduzir os trabalhos sem gerar atrito com os membros, o relator Adevair Cabral (PSDB) e o membro, Mário Nadaf (PV). Sobre a possibilidade de a base do prefeito recusar uma prorrogação de prazo, o presidente ressaltou que pode convocar sessões extraordinárias todos os dias da semana e evitar prejuízo nos trabalhos. 

 

A CPI

 

A Comissão investiga o vídeo do prefeito Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro quando era deputado estadual. Os vídeos foram anexados na delação do ex-governador junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

 

Além disso, o áudio encontrado pela Polícia Federal na residência do prefeito, durante a operação Malebolge, é objeto da investigação. O áudio foi gravado por Zanatta, com o delator Silvio Cezar Correa. O arquivo foi divulgado com distorções no conteúdo. O objetivo seria desclassificar a delação.

 

A CPI foi instalada no meio do mês de novembro, é formada pelo presidente, vereador Marcelo Bussiki (PSB); um membro, vereador Mário Nadaf (PV) e pelo relator, vereador Adevair Cabral. A Comissão tem prazo de 120 dias, que começou a contar a partir da primeira sessão deste ano, para concluir as investigações.

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