Sexta-Feira, 23 de Fevereiro de 2018, 16h:57

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Câmara deve convocar ex-deputado José Riva para depor na CPI do Paletó

Por: FELIPE LEONEL

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, na Câmara de Vereadores de Cuiabá, vai deliberar na próxima reunião, quarta-feira (28), sobre os requerimentos dos vereadores para convocação do ex-deputado estadual José Geraldo Riva, do deputado estadual Daltinho de Freitas (SD) e do ‘emissário’ do delator Silvio Cezar Correa, Kleverson, popular “Coxinha”.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

jose riva

Convocação de José Riva deve ser discutida na próxima semana

Na reunião da manhã desta sexta (23), o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) prestou depoimento à CPI e reafirmou o que disse o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Correa. Segundo os depoentes, a verba recebida por Emanuel no vídeo era proveniente de um "acordo de extorsão" para evitar a paralisação de algumas obras da Copa do Mundo, em 2014. 

 

O presidente da CPI, vereador Marcelo Bussiki (PSB), quer saber como eram feitos os pagamentos de mensalinho ao ex-prefeito e por isso apresentou requerimento para convocar o ex-presidente da Assembleia Legislativa. Para o presidente, a Comissão não está saindo o objeto de investigação, pois o objeto trata de 'suposto recebimento ilícito de valores'. 

 

"Eu solicitei a convocação do ex-deputado José Geraldo Riva, como presidente e primeiro secretário da Assembleia, ele poderá falar como era instrumentalizado, lá dentro da Assembleia esse mensalinho aos deputados", disse Bussiki. "Insere, sim, no objeto da CPI e é isso que vamos explorar mais detalhes desse mensalinho", completou o presidente.  

 

Além disso, o irmão do prefeito Emanuel, Marco Polo Pinheiro, mais conhecido como Popó, dono da empresa de pesquisa Mark, também deverá ser convocado para depor. O prefeito alega que o dinheiro recebido naquela oportunidade diz respeito ao pagamento de dívidas de pesquisa com Popó. Bussiki também quer convidar o prefeito Emanuel Pinheiro para depor. 

 

Na quarta-feira, a CPI também vai deliberar sobre a data do depoimento do servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso, responsável pela instalação da câmera que flagrou os deputados recebendo a 'propina'. O servidor deveria ter sido o primeiro a depor, entretanto, apresentou um requerimento alegando morte de um parente e viajou. 

 

GRAMPO DE DALTINHO

 

O deputado Daltinho de Freitas (SD) teria gravado uma reunião dos deputados estaduais para fazer “chantagem” posteriormente, de acordo com o ex-governador Silval Barbosa. A reunião seria para tratar de como os deputados iriam abordar o ex-governador para exigir retornos de empresas que executavam obras da Copa.

 

 

Desta reunião foi criada uma Comissão formada por alguns deputados e chegaram a um acordo de “extorsão” em torno de R$ 600 mil para cada deputado, dividido em 12 parcelas. O áudio gravado por Daltinho seria para garantir uma vaga na Assembleia, pois na época ele era suplente e queria estabelecer um “rodízio” de parlamentares para ele permanecer na Casa.

 

"A princípio, a contribuição que a gente vê que esse áudio pode trazer é a presença do prefeito Emanuel Pinheiro ali naquela reunião. O ex-governador falou que tinha uma reunião, onde vários deputados estavam ali e ele foi lá e esses deputados fizeram o termo que ele usou, extorsão", finalizou o vereador.

 

A CPI

 

A Comissão investiga o vídeo do prefeito Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro quando era deputado estadual. Os vídeos foram anexados na delação do ex-governador junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

 

Além disso, o áudio encontrado pela Polícia Federal na residência do prefeito, durante a operação Malebolge, é objeto da investigação. O áudio foi gravado por Zanatta, com o delator Silvio Cezar Correa. O arquivo foi divulgado com distorções no conteúdo. O objetivo seria desclassificar a delação.

 

A CPI foi instalada no meio do mês de novembro, é formada pelo presidente, vereador Marcelo Bussiki (PSB); um membro, vereador Mário Nadaf (PV) e pelo relator, vereador Adevair Cabral. A Comissão tem prazo de 120 dias, que começou a contar a partir da primeira sessão deste ano, para concluir as investigações.

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