Sexta-Feira, 22 de Dezembro de 2017, 10h:45

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AL deve investigar deputados somente após compartilhamento de provas pelo STF

Por: FELIPE LEONEL

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso deve esperar o compartilhamento de provas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com a Casa de Leis para tomar providências contra os deputados delatados pelo ex-governador Silval Barbosa. O ex-gestor acusou 15 deputados, que estão nesta legislatura, de receberem propina para apoiar o seu governo.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

eduardo botelho

Segundo Botelho, A Assembleia vai esperar "algo real" para tomar providências

Além disso, Silval e seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cezar Correa, entregaram vídeos, nos quais diversos deputados receberem vultosas quantias em dinheiro vivo. “A decisão nossa foi de aguardar e ver o que vai acontecer durante isso e na hora que chegar algo real na Casa aí sim, tomar providências”, disse o presidente da Casa, Eduardo Botelho (PSB).

 

O pedido de investigação contra os delatados partiu da ONG Moral e está sendo analisado pela Procuradoria da Assembleia Legislativa. O Corregedor-Geral da Comissão de Ética, deputado Saturnino Masson (PSDB) aguarda o parecer final para decidir, de maneira coletiva com a Comissão, se abre ou não processo de investigação contra os citados.

 

De acordo com o presidente da Comissão de Ética, Dr. Leonardo Albuquerque (PSD), os membros devem se reunir em breve para tomar uma decisão.  Quando os vídeos vieram à tona, todos os membros da Comissão foram citados por Silval, fazendo o presidente da Casa destituir e renomear a comissão com parlamentares que não foram envolvidos. 

 

"Coragem já é um perfil que eu tenho há muito tempo, desde o meu surgimento político , enfrentando muitas tradições políticas regionais. Ter coragem para enfrentar é algo habitual para mim, então isso é mais um desafio e eu preciso estar aqui para representar o povo", disse o presidente Leonardo Albuquerque."É delicado, mas é necessário", completou. 

 

Ele preferiu não emitir juízo de valor, pois a resolução da Comissão proíbe o presidente de expor a opinião. Porém, ele afirma ser este um momento "histórico" para o parlamento, pois as coisas estariam funcionando. "O entendimento depende dos pares, não só de uma pessoa. Mas tudo que for provocado no Conselho de Ética nós colocaremos para andar", finalizou Leonardo.  

 

Os citados foram: Adalto de Freitas (SD), Baiano Filho (PSDB), Dilmar Dal’Bosco (DEM), Eduardo Botelho (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Guilherme Maluf (PSDB), José Domingos Fraga (PSD), Mauro Savi (PSB), Ondanir Bortolini (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Pedro Satélite (PSD), Romoaldo Junior (PMDB), Sebastião Rezende (PSC), Silvano Amaral (PMDB) e Wagner Ramos (PSD). 

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