Quinta-Feira, 08 de Fevereiro de 2018, 16h:20

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Adevair despreza colegas e diz que não respeita Marcelo Bussiki e Felipe Wellaton

Por: FELIPE LEONEL

O vereador por Cuiabá e relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, Adevair Cabral (PSDB), deverá responder a um processo na Comissão de Ética da Câmara por ter chamado os vereadores Marcelo Bussiki (PSB) de "treme-treme" e o vereador Felipe Wellaton de "chorão". O caso aconteceu na sessão ordinária desta quinta-feira (8). 

 

Alan Cosme - HiperNotícias

cpi do paletó

 

“Senhor presidente, eu retiro o nome que eu dei para o presidente de 'treme-treme', retiro também o nome de 'chorão' do vereador Felipe Wellaton. Eu retiro, mas esses dois não tem o meu respeito. Diante de vossa excelência estou tirando os dois apelidos que foram colocados neles, mas não tem meu respeito esses dois vereadores”, disse Adevair Cabral.

 

O presidente da Comissão, Marcelo Bussiki, é vereador de primeiro mandato e também é auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os parlamentares perceberam que Bussiki tem dificuldades em falar em público, principalmente, quando os ânimos estão exaltados, como ocorreu na reunião da CPI, na quarta (7). Em alguns momentos, ele tremia devido o nervosismo.

 

O vereador Diego Guimarães teve de pedir um aparte para tentar manter o ‘respeito’ dos parlamentares entre si. Após o término da sessão, Guimarães apresentou um requerimento solicitando que o parlamentar seja investigado por apelidar os colegas, faltar o respeito, além de tentar obstruir os trabalhos da Comissão Investigativa.

 

"Foi uma coisa feia, o vereador Adevair Cabral chamando o vereador Marcelo Bussiki de 'treme-treme', chamando o Felipe Wellaton de vereador 'chorão', aí eu interferi e disse: É bom que peça desculpa, manter a autoridade aqui dentro", descreveu Diego Guimarães ao HiperNotícias. 

 

A CPI 

A CPI do Paletó investiga o vídeo do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) embolsando maços de dinheiro, supostamente, a título de propina, quando era deputado estadual. A verba era entregue pelo ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa (sem partido), Silvio Cezar Correa, dentro do Palácio Paiaguás.  

 

Além disso, investiga o áudio entre o ex-secretário de Estado Allan Zanatta e o delator Silvio Cezar Correa, apreendido pela Policia Federal na residência de Emanuel Pinheiro, durante a operação Malebolge. O áudio foi vazado para a imprensa com distorções e teria como objetivo anular a delação de Silval Barbosa.

 

A CPI, instaurada no meio de novembro, tem prazo de 120 dias e é composta pelos vereadores Marcelo Bussiki, presidente; Mario Nadaf (PV), membro e Adevair Cabral, relator. Os vereadores já pediram o afastamento de Adevair da função de relator, devido a suposta tentativa de obstrução a Justiça, por ter recebido um documento e não encaminhado ao protocolo da Casa.

 

 

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