Domingo, 11 de Março de 2018, 16h:35

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Adevair Cabral pede 15 dias para entregar relatório

Por: FELIPE LEONEL

O vereador Adevair Cabral (PSDB) pediu prazo entre 10 e 15  dias para entregar o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó. Nesta sexta-feira (9), os membros da CPI aprovaram, por dois votos a um, a finalização da fase de oitivas. O relator prometeu fazer um relatório pautado em cima das oitivas. 

 

Alan Cosme/Hipernotícias

vereador adevair cabral

 

"Eu estou satisfeito com todos os depoimentos nesta Casa. Então, dá para conseguir fazer o relatório com o que foi feito. Tudo que foi dito aqui estará no relatório. Vai ser um relatório técnico e vai ser apresentado aos nobres vereadores desta Casa de Leis", afirmou Adevair, durante a reunião da CPI do Paletó, realizada na manhã desta sexta.

 

O vereador deverá apresentar um cronograma de quando vai concluir o relatório e colocar para apreciação dos membros da CPI. Paralelamente ao relatório de Cabral, o presidente da comissão, Marcelo Bussiki (PSB), também deverá elaborar um documento. De acordo com Bussiki, apenas as oitivas realizadas não daria para formar o entendimento do relator. 

 

De acordo com Bussiki, caso o relatório de Adevair peça a cassação do prefeito Emanuel Pinheiro, o documento será apreciado pelo plenário e caso seja aprovado por maioria simples, seria instaurada uma Comissão Processante. Esta comissão tem o poder de cassar o mandato do prefeito. Para aprovar a cassação são necessários pelo menos 17 votos. 

 

"A possibilidade existe. Temos que aguardar o relatório do vereador Adevair, se for por um pedido de indiciamento do prefeito vai ser aberto ainda dentro da CPI. Se o relatório for desfavorável ao prefeito,  será dado um prazo de 10 dias para a defesa do Emanuel", explicou Marcelo Bussiki, em entrevista coletiva, após a reunião. 

 

Oitivas

 

Foram ouvidos o ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete, Silvio Cezar Correa. Ambos confirmaram que o dinheiro recebido pelo prefeito era "propina". Além disso, foram ouvidos o ex-secretário  Alan Zanatta, responsável por gravar Silvio e entregar o áudio para Emanuel. O arquivo foi encontrado pela Polícia Federal na residência do prefeito. O áudio seria uma tentativa de quebrar o acordo de delação premiada feito por Silvio. 

 

O servidor da Assembleia Legislativa (AL), Valdecir Cardoso, responsável pela instalação da câmera na sala do gabinete de Silvio, foi ouvido nesta quarta (7). Em depoimento, Cardoso disse que Emanuel Pinheiro não deveria ter comparecido naquele dia ao Palácio Paiaguás, pois não estava na lista de parlamentares. O servidor também registrou uma declaração em cartório, em 2017, defendendo Emanuel. 

 

A CPI

 

A Comissão investiga o vídeo do prefeito Emanuel Pinheiro recebendo maços de dinheiro quando era deputado estadual. Os vídeos foram anexados na delação do ex-governador junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

 

Além disso, o áudio encontrado pela Polícia Federal na residência do prefeito, durante a operação Malebolge, é objeto da investigação. O áudio foi gravado por Zanatta, com o delator Silvio Cezar Correa. O arquivo foi divulgado com distorções no conteúdo. O objetivo seria desclassificar a delação.

 

A CPI foi instalada no meio do mês de novembro, é formada pelo presidente, vereador Marcelo Bussiki (PSB); um membro, vereador Mário Nadaf (PV) e pelo relator, vereador Adevair Cabral. A Comissão tem prazo de 120 dias, que começou a contar a partir da primeira sessão deste ano, para concluir as investigações.

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