Segunda-Feira, 03 de Abril de 2017, 14h:15

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Sindicalista ressalta que conduta de agente penitenciário foi adequada: "agiu conforme treinamento"

Por: JESSICA BACHEGA

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindspen), João Batista, afirma que a conduta do agente penitenciário Peri Taborelly Neto foi correta e que ele agiu conforme o treinamento recebido em casos de tentativa de fuga de presos.

 

Marcos Lopes/HiperNotícias

João Batista Pereira de Souza/SINDSPEN-MT

 Presidente do Sindispen João Batista

O agente atirou e matou o detento Manaces dos Santos Dultra, que tentou fugir do Fórum de Cuiabá, após passar por audiência de custódia na qual foi determinada a prisão preventiva do mesmo. Ele estava solto desde o dia 23 de fevereiro e era monitorado por tornozeleira eletrônica quando foi detido nesse fim de semana por furto.

 

Dois agentes penitenciários acompanhavam os presos que passavam por audiência, quando Manaces soltou a mão de uma das algemas e tentou fugir. O agente o alertou para que parasse, mas o homem ignorou e continuou a fuga até que foi atingido nas costas.

 

“A conduta do agente foi correta. Ele deu voz de parada ao preso e ele não parou. Então ele efetuou o disparo de advertência, mas infelizmente no momento do tiro o preso subia uma rampa e o disparo acabou acertando a parte superior das costas e algum órgão vital que o levou a morte”, explica João batista.

 

O uso de arma com balas letais é comum pelos agentes e ação de atirar contra o detendo é de praxe uma vez que a fuga pode colocar em risco a vida e a segurança de pessoas que estão no local. Muitos familiares de outros presos também ficam no fórum e além poderem ser alvos dos presos, também há o risco de ajudar na fuga dos mesmos.

 

"Nosso trabalho é garantir a segurança do preso e da sociedade. Somos pagos para isso e ele reagiu para garantir a segurança de quem estava no local", pontua.

 

O presidente do Sindspen relata que o agente Peri é muito experiente e altamente capacitado para sua função, a qual desempenha há 12 anos. Ele nunca respondeu a nenhum Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e sempre teve conduta exemplar.

 

“Assim que soubemos do fato, encaminhados um advogado para acompanhar todo o procedimento e estávamos dando todo o suporte ao agente no decorrer do processo”, relata.

 

A arma do servidor foi recolhida para exames e ele deve ficar afastado de suas funções pro alguns dias. Um PAD foi aberto pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) para apurar a conduta do agente.

 

 

O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A delegada Juliana Palhares foi procurada para falar sobre o assunto, mas não atendeu as ligações. 

 

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