Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, 11h:48

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Facção criminosa tinha chefe de R.H que cadastrava membros

Por: LUIS VINICIUS

Preso durante a operação 10º Mandamento, na manhã desta quarta-feira (14), o criminoso Wanderson Pinheiro de Souza, conhecido como “Caju”, era uma das peças importantes da célula criminosa pertencente a facção Comando Vermelho (CVMT) em Mato Grosso. O bandido, que é monitorado por tornozeleira eletrônica, era o responsável pelo cadastramento de novos membros e da parte financeira da organização criminosa.

 

HiperNoticias

caju

Caju era considerado chefe de R.H da facção criminosa

Caju é considerado criminoso de altíssima periculosidade e já foi condenado a mais de 40 anos por diversos furtos.

 

O chefe do R.H da facção, foi preso em sua residência, em Cuiabá, durante a operação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) que prendeu outras 37 pessoas que atuam em facções criminosas que atuam em presídios de Mato Grosso. Caju era o “Recurso Humanos” da quadrilha. Ele chegou a confeccionar  camisetas do Comando Vermelho para dar aos novos membros. Depois disso, eles tinham que pagar mensalidade e usavam códigos para tentar ludibriar a Polícia Civil. Assim afirmou o delegado de Barra do Garças (515 km de Cuiabá), Adilson Gonçalves.

 

Além dele foram presos: o cabeça da célula, Reinaldo Silva Rio (Snype), Aldemir de Assis Campos (Japa), Gilson Rodrigues dos Santos (Tião/Russo), Fabio Barbosa (Barboza), Amaury Milhomem (Sofrimento) e Carla Eduarda R. dos Santos (Duda).

 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Snype era o líder do grupo criminoso. Ele foi localizado na Penitenciaria Federal de Catanduvas, no Oeste do Paraná. Já o Tião era responsável pela parte financeira da célula. Tião, Barboza, Sofrimento e Duda ficavam incumbidos pela parte de disciplina, que são os responsáveis por escolherem o castigo dos "bandidos que erram na quebrada".

 

Alan Cosme/HiperNoticias

coletiva da operação decimo mandamento

 Coletiva aconteceu no prédio da Secretaria de Segurança

Ao todo, foram cumpridas 51 ordens judiciais (38 de mandados de prisão e 13 buscas), expedidas pela Vara do Crime Organizado de Cuiabá (7ª Vara). A ação, que ocorre em três estados (Mato Grosso, Goiás e Paraná), tem como objetivo reprimir os grupos criminosos que atuam nesta unidade da federação.

 

Em Mato Grosso, os mandados de prisão são cumpridos em Barra do Garças (contra 11 pessoas que já estavam presas e 09 soltas), Rondonópolis (01 reeducando), Água Boa (07 reeducandos e 03 soltos) e Cuiabá (08 lideranças- sete detentos e um solto), por policiais das regionais instaladas nessas cidades. O trabalho do GCCO foi em conjunto com o Sistema Penitenciário, da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

 

A operação representa o início de medidas de combate ao crime organizado, em resposta às ações da suposta facção existente no interior dos presídios, que teria, em maio de 2016, comandado disparos de arma de fogo na 1ª Delegacia de Polícia e da Delegacia da Mulher de Barra do Garças, e na sequência o incêndio, com uso de coquetel conhecido por “Molotov”, na casa de um agente penitenciário de Barra do Garças, como sinais de retaliação às ações de enfrentamento realizadas sob o comando da Sesp e da Sejudh.

 

Durante as investigações foram apurados, ainda, atos delituosos como a pichação na cela interna do prédio do Fórum da Comarca de Barra do Garças, com as siglas de determinada facção criminosa.

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