Domingo, 08 de Outubro de 2017, 11h:05

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Preso em MT, acusado de matar universitária que negou sexo ficará preso em Algoas

Por: REDAÇÃO

A Polícia Civil de Alagoas confirmou que vários agentes já estão em Mato Grosso para fazer o recambiamento de Otávio Cardoso da Silva Neto, preso na semana passada por matar a estudante universitária Bárbara Regina, em outubro de 2012, em Maceió. O homem foi preso em Terra Nova do Norte (distante 651km de Cuiabá). 

 

Arquivo Pessoal

BARBARA REGINA

Barbara Regina foi vista pela última vez ao sair de uma balada

Otávio estava sendo procurado há cinco anos e foi encontrado em Mato Grosso após dura investigação de um dos casos mais emblemáticos da cidade litorana. A jovem, segundo a Polícia Civil, foi morta dentro do carro do suspeito, após ela se negar a fazer sexo depois que eles saíram de uma balada. Até hoje o corpo da estudante não foi encontrado. 

 

A prisão de Otávio aconteceu após uma denúncia de roubo de veículo. Na checagem, os policiais conseguiram confirmar que havia um mandado de prisão contra ele, por conta do homicídio em Alagoas. 

 

Segundo o delegado Fabio Costa, titular da Delegacia de Homicídios de Maceió, o acusado poderá ser condenado independente do aparecimento ou não do corpo de Bárbara, que desapareceu em 2012, quando foi vista pela última vez saindo de uma boate no bairro da Ponta Verde e, desde então, não há notícias sobre seu paradeiro.

Ainda de acordo com ele, os agentes da Polícia Civil de Mato Grosso classificou Otávio como uma pessoa fria e que não demostrou nenhuma emoção no momento da prisão.

A transferência de Otávio será neste domingo, mas por conta do sigilo da operação, não foi informado o horário e como será feita a escolta dele. 

 

O caso

 

Bárbara Regina desapareceu em setembro de 2012, após sair de uma boate no bairro da Ponta Verde. As câmeras de segurança do estabelecimento filmaram a universitária deixando o local em companhia de Otávio Cardoso. Esta foi a última imagem da jovem com vida.  Em dezembro, o carro que teria sido usado para levar a vítima foi encontrado pela polícia. O veículo estava com um jovem que foi preso em flagrante por receptação e falsificação de documentos.

 

A primeira versão da polícia, apresentada vinte dias depois do desaparecimento da estudante, dizia que a ela havia sido estrangulada e assassinada a golpes de punhal por Cardoso. Na ocasião, a suspeita era de que Bárbara havia sido morta porque se negou a fazer sexo com o suspeito.

 

Em abril de 2013, a polícia apresentou Thiago, que acusou Vanessa Ingrid, suspeita de comandar uma rede de prostituição no estado, de ter sido a responsável pela morte da estudante. Por causa das duas versões apresentadas pela polícia, a família de Bárbara ficou com muitas dúvidas sobre a linha de investigação e pediu ajuda ao Ministério Público para solucionar o caso.

 

Um carro que pode ter sido usado para levar o corpo da estudante desaparecida, registrado no nome de Moabe Lino Balbino Júnior, foi encontrado em dezembro de 2012 e periciado por uma equipe do Instituto de Criminalística da Polícia Civil.

 

O veículo estava com Antônio Nunes de Brito, 23, que foi preso em flagrante por receptação e falsificação de documentos. Cardoso, principal suspeito pela morte da estudante, continua foragido.

 

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